É tão lindo, não é?
quinta-feira, 7 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
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Esta fotografia foi publicada no blogue de Pacheco Pereira, numa série sobre as manifestações do 1.º de Maio.
E não, o que está mal nesta fotografia não é apenas o facto de um carro alegórico do 25 de Abril estar numa manifestação do 1.º de Maio.
O que está mal está à vista. Não é normal que isto continue a acontecer. E situacionismo também é os jornalistas não fazerem as perguntas certas, às pessoas certas, nos momentos certos. O quarto poder, ou contra-poder, ou lá o que isso é, quando nasce deveria ser para todos.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
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Os Contemporâneos levaram o Chato à manif do 1.º de Maio.
Eis uma das palavras de ordem que se ouvia:
Eis uma das palavras de ordem que se ouvia:
- O povo não quer / fascistas no poder.
domingo, 3 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
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This season I am going for the Bahamas style in orange with gold stitching; it has a triangle top and a boy cut bottom (which is less intimidating than the classic Brazilian cut).
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O "episódio Vital" veio demontrar - a quem ainda não tinha percebido ou fingia não perceber - que o fundamental para a esquerda é separar águas e não unir esforços. É necessário que os portugueses percebam a aparentemente ténue linha entre a democracia e o totalitarismo.
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Atente-se nas imagens que passaram na televisão. Os que insultaram e agrediram Vital Moreira não eram desempregados e muitos deles nem sequer trabalhadores. Os gestos e a "cassete" denunciam anos e anos de vida nos "centros de trabalho" do PCP e, o que não é muito diferente, vida de remanso em muitas autarquias da Margem Sul e do Alentejo.
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Os filhos da ETA - perdidas as ilusões de uma independência ideológica - dedicam-se agora à kale borroka, ou seja, a gestos de violência pura, sem objectivo algum que não seja perturbar a vida normal do cidadão comum.
Os filhos de Cunhal - perdido o inimigo fascismo e já sem sonhos de tomar o poder - dedicam-se ao mesmo que os filhos da ETA: gestos de pura violência, sem outro objectivo que não seja desestabilizar o sistema.
Em ambos os casos, ninguém acredita que se trate de gestos voluntaristas dos filhos. Isto é gente habituada a grande obediência ao pai.
Os filhos de Cunhal - perdido o inimigo fascismo e já sem sonhos de tomar o poder - dedicam-se ao mesmo que os filhos da ETA: gestos de pura violência, sem outro objectivo que não seja desestabilizar o sistema.
Em ambos os casos, ninguém acredita que se trate de gestos voluntaristas dos filhos. Isto é gente habituada a grande obediência ao pai.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
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Vital Moreira foi insultado e agredido numa manifestação do 1.º de Maio da CGTP, para a qual o PS, o partido por que concorre às eleições europeias, tinha sido convidado.
Trata-se apenas de mais um episódio da política de pura arruaça promovida pelo PCP (e residualmente pelo Bloco de Esquerda) e que certa comunicação social, à míngua de oposição política institucional que se veja, gosta de empolar. Ah, como a comunicação social e tantos comentadores gostam da "rua", como se a "rua" não fosse uma mera construção política, uma encenação...
O exemplo mais acabado desta "rua" são as "esperas" ao primeiro-ministro, onde quer que ele se desloque, e onde normalmente é presenteado com gritos de "mentiroso" e outros mimos. Mário Nogueira será o rosto mais visível deste estilo (!) de fazer política, mas por detrás de Mário Nogueira acobardam-se líderes políticos e sindicais de maior responsabilidade.
As atitudes que vimos na televisão neste 1.º de Maio e alguns comentários que a propósito delas se produziram, por exemplo, na Net, envergonham e diminuem a democracia.
Quando alguma Esquerda fala de unidade ou de concertação de posições, era bom que se revisse ao espelho. Como?
Trata-se apenas de mais um episódio da política de pura arruaça promovida pelo PCP (e residualmente pelo Bloco de Esquerda) e que certa comunicação social, à míngua de oposição política institucional que se veja, gosta de empolar. Ah, como a comunicação social e tantos comentadores gostam da "rua", como se a "rua" não fosse uma mera construção política, uma encenação...
O exemplo mais acabado desta "rua" são as "esperas" ao primeiro-ministro, onde quer que ele se desloque, e onde normalmente é presenteado com gritos de "mentiroso" e outros mimos. Mário Nogueira será o rosto mais visível deste estilo (!) de fazer política, mas por detrás de Mário Nogueira acobardam-se líderes políticos e sindicais de maior responsabilidade.
As atitudes que vimos na televisão neste 1.º de Maio e alguns comentários que a propósito delas se produziram, por exemplo, na Net, envergonham e diminuem a democracia.
Quando alguma Esquerda fala de unidade ou de concertação de posições, era bom que se revisse ao espelho. Como?
quinta-feira, 30 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
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Well life is for love
And they say that love is blind
If you wanna live easy
Baby, pack your clothes with mine
(...)
Dreams never did work for me anyway
Even when they did come true
(...)
You are as porous as ever
Baby you can start a fire
I must be losing my mind
You're the object of my desire
(...)
Some people they tell me
I got the blood of the land in my voice
[Bob Dylan, I Feel a Change Comin' On, 2009]
segunda-feira, 27 de abril de 2009
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fishing for compliments... votava em qualquer lista que tivesse o Luís Naves como candidato ao Parlamento Europeu.
domingo, 26 de abril de 2009
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Tinha um título - O Santo e a Senha -, mas não tinha texto, embora tivesse uma ideia.
Depois lembrei-me que também poderia ser O Santo e a Sanha.
Desisti.
Depois lembrei-me que também poderia ser O Santo e a Sanha.
Desisti.
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Agora que parece ter aberto a época das apostas eleitorais, aqui fica mais uma: Helena Roseta e Luís Fazenda não serão eleitos em Lisboa.
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Uma das coisas mais entusiasmantes dos blogues é isto de, link atrás de link, nos perdermos e encontrarmos pessoas que nos fazem perder outra vez.
Vem isto a propósito de uma distinção que recebi a semana passada.
A autora do Mátria Minha garante que lhe causo arrepios musicais e isso - desculpem a imodéstia ou a sem-vergonhice - é das coisas mais arrepiantes que me podem dizer.
Mas - e nisso está a mais-magia [isto é um trocadilho com "mais-valia", mas não funciona - desculpem lá!] da coisa - a Eugénia (outra das coisas engraçadas dos blogues é a facilidade com que tuteamos as pessoas que não conhecemos) coloca-me a par do Câmara Corporativa.
Ora, em Outubro do ano passado, eu próprio tinha considerado o Câmara Corporativa um dos melhores blogues musicais cá do burgo. Porque gosto, de facto, e muito, da escolha musical que aqueles dois (agora três) fazem. Mas, confesso, quando em Outubro escrevi o que escrevi, e disse que o CC "dá música" com generosidade, não era só em música que estava a pensar.
Estão agora a perceber o que queria dizer com a primeira frase deste post? Não? Não faz mal, que o que eu queria mesmo era dedicar uma canção à Eugénia, nas esperança de que já se amanhe melhor com as maquinetas musicais digitais e tais.
E, pronto, aqui está uma pérola da colheita de 2009. Arrepie-se, minha cara! Com a voz do homem, o que ele diz, o piano lindo, os tambores ligeiramente vaidosos, o violino inesperado...
[a audição integral de algumas canções neste serviço imeem exige pré-inscrição. é fácil, é grátis e, como algumas vacinas, só é necessário fazer uma vez]
PS: já agora, reparem bem que, no dia 25 de Abril, eu tenho a Grândola do Charlie Haden que eles não encontraram. Eh eh...
Vem isto a propósito de uma distinção que recebi a semana passada.
A autora do Mátria Minha garante que lhe causo arrepios musicais e isso - desculpem a imodéstia ou a sem-vergonhice - é das coisas mais arrepiantes que me podem dizer.
Mas - e nisso está a mais-magia [isto é um trocadilho com "mais-valia", mas não funciona - desculpem lá!] da coisa - a Eugénia (outra das coisas engraçadas dos blogues é a facilidade com que tuteamos as pessoas que não conhecemos) coloca-me a par do Câmara Corporativa.
Ora, em Outubro do ano passado, eu próprio tinha considerado o Câmara Corporativa um dos melhores blogues musicais cá do burgo. Porque gosto, de facto, e muito, da escolha musical que aqueles dois (agora três) fazem. Mas, confesso, quando em Outubro escrevi o que escrevi, e disse que o CC "dá música" com generosidade, não era só em música que estava a pensar.
Estão agora a perceber o que queria dizer com a primeira frase deste post? Não? Não faz mal, que o que eu queria mesmo era dedicar uma canção à Eugénia, nas esperança de que já se amanhe melhor com as maquinetas musicais digitais e tais.
E, pronto, aqui está uma pérola da colheita de 2009. Arrepie-se, minha cara! Com a voz do homem, o que ele diz, o piano lindo, os tambores ligeiramente vaidosos, o violino inesperado...
[a audição integral de algumas canções neste serviço imeem exige pré-inscrição. é fácil, é grátis e, como algumas vacinas, só é necessário fazer uma vez]
PS: já agora, reparem bem que, no dia 25 de Abril, eu tenho a Grândola do Charlie Haden que eles não encontraram. Eh eh...
sábado, 25 de abril de 2009
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meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
[Alexandre O'Neill, Alain Oulman - Amália]
A minha canção portuguesa de sempre, numa versão arrebatadora de Nuno Gonçalves (The Gift) e Fernando Ribeiro (Moonspell).
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
[Alexandre O'Neill, Alain Oulman - Amália]
A minha canção portuguesa de sempre, numa versão arrebatadora de Nuno Gonçalves (The Gift) e Fernando Ribeiro (Moonspell).
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O gesto mais simbólico, neste 25 de Abril de 2009, é a inauguração de um Largo com o nome de Salazar em Santa Comba Dão, terra natal do ditador.
Mandam os nossos brandos costumes que seja possível reabilitar o homem que parou o país no tempo durante meio século e que é, objectivamente, o principal culpado, não apenas pelos nossos baixos índices de desenvolvimento socio-económico, mas especialmente pelo enraizamento de uma certa mentalidade tacanha que ainda hoje, ciclicamente, emerge na política portuguesa.
Que Salazar tenha, pois, o seu Largo em Santa Comba...
Mas certamente que nem o ditador autorizaria que a inauguração de tal Largo ocorresse numa data tão simbolicamente adversa como o 25 de Abril.
Que o Largo fosse inaugurado a 28 de Maio, ou na data de nascimento (ou do passamento...) do velho, ou até no aniversário da queda da cadeira, seria coisa medianamente aceitável.
Assim, a 25 de Abril, é um acto de pura estupidez política. E só se torna simbólico porque vivemos, de facto, tempos em que a estupidez política campeia.
Mandam os nossos brandos costumes que seja possível reabilitar o homem que parou o país no tempo durante meio século e que é, objectivamente, o principal culpado, não apenas pelos nossos baixos índices de desenvolvimento socio-económico, mas especialmente pelo enraizamento de uma certa mentalidade tacanha que ainda hoje, ciclicamente, emerge na política portuguesa.
Que Salazar tenha, pois, o seu Largo em Santa Comba...
Mas certamente que nem o ditador autorizaria que a inauguração de tal Largo ocorresse numa data tão simbolicamente adversa como o 25 de Abril.
Que o Largo fosse inaugurado a 28 de Maio, ou na data de nascimento (ou do passamento...) do velho, ou até no aniversário da queda da cadeira, seria coisa medianamente aceitável.
Assim, a 25 de Abril, é um acto de pura estupidez política. E só se torna simbólico porque vivemos, de facto, tempos em que a estupidez política campeia.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
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