terça-feira, 27 de janeiro de 2009

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desta sei porque gosto. muito.
por exemplo, por isto:

I believe in love, I'll believe in anything
That's gonna get me what I want and get me off my knees
Then we'll burn your house down, don't it feel so good
There's a forest fire every time we get together



ou isto:

If we get caught in this wind then we could burn the ocean
If we get caught in this scene we're gonna be undone
It's just a simple metaphor, it's for a burning love
Don't it make you smile like a forest fire.

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há canções, improváveis, de que nos apaixonamos sem saber muito bem porquê. esta faz 25 anos por estes dias. recordo-me que foi amor à primeira vista. perdura e, como no verdadeiro amor, não faço a mínima ideia como. e também não estou interessado em perguntar-lhe.

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Twitter? Só se eu tivesse mais vidas... Game over.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

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Bob Dylan - When the Deal Goes Down

[reposição, a propósito de uma conversa acerca de SJ]

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O conceito de atrito é inerente ao de acção. Não há acção sem atrito.
Por exemplo, cada vez que respiramos, dezenas de músculos, uma data de ossos, moléculas e moléculas de oxigénio e compostos vários põem-se em movimento e entram em conflito.
Imagine-se, agora, o atrito que provocam outros tipos de actividades ligeiramente mais complexas. Governar, por exemplo.

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Os Ingleses

Ainda hoje estamos para saber:
1. De quem foi verdadeiramente a ideia dos cães no caso Maddie?
2. Qual o verdadeiro papel dos cães no caso: contribuir para a descoberta da verdade; ajudar a encobrir uma mentira; disfarçar a incapacidade da investigação; ou simplesmente baralhar?
3. Estará alguém em Londres a rir-se de nós; ou será em Olhão que respiram de alívio?

E não. Os media portugueses nunca nos ajudaram a encontrar as respostas. Antes pelo contrário.

domingo, 25 de janeiro de 2009

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A Feist é, como se costuma dizer, uma gaja honesta, no sentido em que a podemos deixar a cantar na nossa casa sem que ela nos roube algum livro ou incomode os vizinhos. Costumo gostar de gajas assim: guitarra, voz e umas merdas poucas à volta, só para não se dizer que está ali sozinha sem mais ninguém. O problema das pessoas sozinhas é que, se muita gente as vê muitas vezes durante muito tempo sempre sozinhas, começam a atrair as atenções, como quando três pretos vestidos com kispos entram na FNAC, e há aqui um conhecimento profundo da minha parte sobre esta matéria relativamente aos dois exempos alinhados. A Feist, para evitar incomodar assim as pessoas, encavalita nas suas canções, à vez, uns coros, uns pianos, umas baterias e pandeiretas, e até pássaros a cantar. Acho isto bem. Revela atenção, preocupação, cuidado com o outro. O que não chega, longe disso, para fazer da Feist uma Ani Difranco, uma Lisa Germano ou uma Kristin Hersh. O problema das canções da Feist é que não sendo todas iguais umas às outras, podiam perfeitamente se-lo, ou seja, qualquer gajo percebe que o principal esforço da Feist não foi o de compor canções (o que quer que isto signifique), mas o de "vamos lá cortar este bife grosso em bifes mais fininhos".

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Há três fracassos em Vicky Cristina Barcelona. O terceiro resume-se a uma cena onde é notório que se quis apresentar Penélope Cruz com mau aspecto e isso é como a existência de Deus: podemos acreditar na hipótese mas será sempre impossível de o provar.

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O meu zombie querido manda dizer que disse, v. Isso do rating é o mesmo que, olhando a cara de um gajo, tentar adivinhar o tamanho da pila dele. Como é óbvio, a fita métrica é mais eficaz e padronizada. No entanto, para isto, é necessário pedir ao gajo que meta a pila de fora e à disposição. Como o pudor não consente tanto, mais vale adivinhar. É o que fazem as agências de rating, dar a um gajo a fama de ter a pila pequena ou grande sem lhe terem posto os olhos ou a fita métrica em cima. A viúva.

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Quando a corja topa da janela...

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sábado, 24 de janeiro de 2009

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O Luís M. Jorge tenta, há anos, disputar comigo o campeonato dos gajos que mais vezes abandonaram e regressaram aos blogues.
Os blogues - o meu, o dele... - foram sendo estados de alma. Houve uma expressão que ele uma vez escreveu que eu usei vezes sem conta. Falava ele, já não sei a que propósito de episódio de vida, nos pianos que nos caem em cima. Não o conhecendo mais do que no blogue, imaginei várias vezes os pianos que lhe rondavam a cabeça (a alma, talvez).
Ultimamente, até acho que ele andava a escrever uns disparates. Mas, lá está, até os disparates dependem dos nossos estados de alma. E há pessoas a quem perdoamos um disparate ou outro (o Luís andava a exagerar, é certo...).
Parece-me, pelo que li hoje, que o Luís, desta, vai mesmo. Cito-o: sei que vou ter saudades.

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Marisa Monte decidiu comprar briga com os jornalistas: depois de elaborar a resposta, é só repetir um monte de vezes. Marisa anda cansada de responder sempre as mesmas perguntas!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

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Coisas que me fascinam. A cerimónia de tomada de posse de Obama foi vista por milhões pela televisão, incluindo o famoso engano no juramento.
A repetição do juramento - já em si um gesto fascinante - foi gravada em áudio e fotografia.
A ausência de câmeras de televisão na repetição marca a fronteira do simbolismo. No mundo do ultramediatismo, esse acto meramente notarial não tinha dignidade para ombrear, ou ensombrar, o cerimonial público.
E isso é fascinante. Estes cerimoniais de poder - a que, por cá, não costumamos ligar - são, também eles, sinal de uma certa superioridade democrática.

[Já agora, sabiam que Barack Obama’s inaugural address is proving to be more powerful in the reading than it was in the hearing?]

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Um sábado cheio de DVD's: o Expresso traz o do Ronaldo, o Sol prossegue a série de ficção para crianças com a oferta (em repetição) do "DVD do Sócrates". Acho que vou optar pelo Blockbuster.

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O trabalho não tem faltado, nas últimas semanas. O que é bom, ou mau, conforme se queira encarar a coisa. Gosto assim. E não, não é verdade que se aprenda muito com os erros. Com os acertos aprende-se muito mais. Além do gozo, é claro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

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Don't look back
If they follow you

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Em 1996, os Belle and Sebastian fizeram uma das mais interessantes citações do mais famoso vídeo de Dylan (1965). No vídeo dos B&S, a citação torna-se explícita.

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(sempre quis ter este vídeo no blogue)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

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quando digo "não vos queria desiludir" estou a falar de vocês. claro.

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A canção Gardez Vos Rêves (Protejam os Vossos Sonhos), do velho Moustaki (com uma das mais fabulosas introduções que conheço...), não está ali por acaso. Como sempre!

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do you twit avec moi?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

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Obama explicado às criancinhas
ou, mais apropriadamente,
Obama for Dummies

A malta que já anda preocupada com as desilusões que os obamistas vão ter com Obama deve ter em consideração o seguinte:

Espera-se de Obama que reponha a América nos eixos. Por exemplo, que reponha o respeito pelos Direitos Humanos, que relance a América como terra de liberdade e democracia e que, no que nos diz respeito, reconcilie a América com o resto do mundo democrático, a começar pela Europa.
Pela parte que me toca, não espero de Obama nenhum milagre. Por exemplo, que faça as pazes com o Irão, os solucione o conflito no Médio Oriente. Apenas que tenha bom senso, que seja americano, ao lidar com esses problemas.
E, sim, este também é um post de resposta a todos (tantos...) que me acusaram, a mim e a muitos outros, de anti-americanismo quando criticámos Bush. O ponto nunca foi esse, como era evidente.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

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YES WE CAN

a new beginning

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A Judite entrevistou "o melhor do mundo". O Crespo, "o pai adoptivo". Num noticiário da noite, discutiu-se (?) que roupa vai usar a mulher do Obama. O país está todo em alerta laranja.
Os spinners do Blair diriam que seria um dia óptimo para "fazer o mal todo de uma vez".
Mas, por cá, já/ainda não há spinners assim...

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A Sara lança aqui uma hipótese séria de investigação.
E, a (des)propósito, a Coca-Cola fica-se? Não aproveita o banco para colocar um banner?