terça-feira, 3 de maio de 2011

...

idea pickin' 13

As questões filosóficas surgem nos domingos de manhã na cama com a minha mulher.

Jostein Gaarder, no i

segunda-feira, 2 de maio de 2011

...


[alentejo, maio 2011]

aqui, três horas seguidas a seguir o pôr-do-sol. um projecto de vida.
proibida a entrada a pessoas estranhas.

...


ao contrário do que muitos pretendem, hoje não há "mas". como há uma década, em nova iorque.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

...

canções para o resto da vida (65)

deliciosa, esta história do sparring partner sentimental. as histórias de paolo conte têm sempre qualquer coisa de aventura com cheiro a mar e de noites apaixonadas em bares cheios de fumo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

...

canções para o resto da vida (64)

a melhor canção portuguesa de sempre, no melhor disco português de sempre. a colaboração entre josé afonso e josé mário branco gerou momentos de pura genialidade.


nota 1. na segunda parte do excelente documentário de joaquim vieira sobre zeca, pequenas histórias como a da gravação das botas na areia para a grândola. genial.

nota 2. na rtp, terminou hoje a longa e excelente (estou a repetir-me, mas é a verdade) série conta-me como foi. e está agora a passar o espectáculo que em 2009 juntou três gigantes (josé mário branco, sérgio godinho, fausto). nunca tinha ou/visto. não resultou.

...

domingo, 24 de abril de 2011

...

vale a pena ler o ensaio sobre a acefalia da blogosfera política doméstica, publicado por pacheco pereira no público de sábado (link. excertos aqui). essa blogosfera não é mais que o prolongamento - perigoso, na medida em que se dá ares de algo diferente - do muito degradado mundo político e mediático de onde emana. o que é novo, pelo menos verbalizado de forma tão clara, é a evidência do movimento inverso, ou seja, da contaminação da política real (e, já agora, do jornalismo real) pela acefalia dessa blogosfera.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

...

canções para o resto da vida (63)

é a segunda vez que philip glass surge nesta série. penso que este texto do nyt ajuda a perceber porquê.



The day with its cares and perplexities is ended and the night is now upon us. The night should be a time of peace and tranquility, a time to relax and be calm. We have need of a soothing story to banish the disturbing thoughts of the day, to set at rest our troubled minds, and put at ease our ruffled spirits.
And what sort of story shall we hear ? Ah, it will be a familiar story, a story that is so very, very old, and yet it is so new. It is the old, old story of love.
Two lovers sat on a park bench with their bodies touching each other, holding hands in the moonlight.
There was silence between them. So profound was theire love for each other, they needed no words to express it. And so they sat in silence, on a park bench, with their bodies touching, holding hands in the moonlight.
Finally she spoke. "Do you love me, John ?" she asked. "You know I love you. darling," he replied. "I love you more than tongue can tell. You are the light of my life. my sun. moon and stars. You are my everything. Without you I have no reason for being."
Again there was silence as the two lovers sat on a park bench, their bodies touching, holding handls in the moonlight. Once more she spoke. "How much do you love me, John ?" she asked. He answered : "How' much do I love you ? Count the stars in the sky. Measure the waters of the oceans with a teaspoon. Number the grains of sand on the sea shore. Impossible, you say. Yes and it is just as impossible for me to say how much I love you.
"My love for you is higher than the heavens, deeper than Hades, and broader than the earth. It has no limits, no bounds. Everything must have an ending except my love for you."
There was more of silence as the two lovers sat on a park bench with their bodies touching, holding hands in the moonlight.
Once more her voice was heard. "Kiss me, John" she implored. And leaning over, he pressed his lips warmly to hers in fervent osculation.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

...

winter again

quarta-feira, 6 de abril de 2011

...

canções para o resto da vida (62)


God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more


And when the time bell blows my heart
and I have scored a better day
Well nobody made this war of mine


fascina-me sempre que o acordeão entra no universo da música pop-rock. por exemplo, na versão ao vivo, substituindo o coro. dois modos tão diversos de criar a mesma beleza. mas isso será apenas um dos pontos de atracção neste hino. interessa-me aquele início fabuloso - god knows how i adore life - e interessa-me aquela desconcertante, mas afirmativa, declaração de vida - well nobody made this war of mine.

quinta-feira, 31 de março de 2011

...

canções para o resto da vida (61)
there’s a time to be talking
and a time when it’s no use.
o silêncio, a solidão, o tempo. as canções de sandy denny são para tempos de recolhimento, contemplação. e que voz, a de sandy denny. solo.

...

dos diários e dos blogues.

Don’t be too obscure. British upper-class diaries are prime examples of this fault, as in Sir Arthur Fforbes-Ffinch’s account of London life in the 1920s: “January 4th: Bo-Bo, Tiggy, Spaff, Flatto, Gin-Gin, Mobbles, and Goofy came round and we all drank Brown Monkeys and played Sham-Sham until we’d crocked Bonzie’s and had to rumble.” Completely inexplicable if you didn’t know it was a Cabinet meeting.

[Michel Palin, Vanity Fair]

...

terça-feira, 29 de março de 2011

...


uma canção de elvis costello (não, não é de robert wyatt) na voz de june tabor.
a voz de june tabor talvez devesse ser classificada de património da humanidade. 

segunda-feira, 28 de março de 2011

...


gosto muito do novo disco de marianne faithfull e isso já não me acontecia há muito tempo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

...

afinal, eu sempre gostei de futebol, só que não sabia. obrigado paulo futre.



e obrigado, outra vez.

quinta-feira, 24 de março de 2011

...

a canção ali em baixo chama-se copenhagen e é do último disco de lucinda williams, blessed. gosto muito das canções de lucinda, especialmente das mais tristes, como esta, que fala da morte de um amigo. (também gosto de jogar às escondidas).

quarta-feira, 23 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

...

idea pickin' 12

Os comentadores  são lampreias. Têm uma tripa que deve ser tirada com cuidado. Agarramos na cabeça do comentador e, três dedos abaixo do olho mais bonito, abrimos dois pequenos orifícios. Depois é só puxar com cuidado. Se não o fizermos, o cachet que cobra e os favores que faz contaminam a carne e o bicho fica intragável.

Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado

domingo, 20 de março de 2011

...


dia do pai 2011. 

...

canções para o resto da vida (59 y 60)

antes de espetar o carro contra um poste de iluminação, ao 27 anos, chris bell teve tempo de lançar um single com duas canções. e eis a sua obra.


nunca tinha ouvido falar de tal sujeito até pasmar com scarlett johansson e pete yorn. scarlett cantora é um desastre. um encantador desastre. isso não vem ao caso. isto sim:
Every night I tell myself,
I am the cosmos,
I am the wind 
só quando ouvi a outra canção de chris bell é que percebi - conheço isto de qualquer lado. os this mortal coil têm, afinal, versões de ambos os temas. melhorzita a de you and your sister. o original é, porém, comovente.

...


fiz esta foto há dois meses no dubai. e encontrei agora na vanity fair online a reportagem perfeita para lhe fazer companhia. o primeiro parágrafo é breathtaking.

T
he only way to make sense of Dubai is to never forget that it isn’t real. It’s a fable, a fairy tale, like The Arabian Nights. More correctly, it’s a cautionary tale. Dubai is the story of the three wishes, where, as every kid knows, with the third wish you demand three more wishes. And as every genie knows, more wishes lead to more greed, more misery, more bad credit, and much, much, much more bad taste. Dubai is Las Vegas without the showgirls, the gambling, or Elvis. Dubai is a financial Disneyland without the fun. It’s a holiday resort with the worst climate in the world. It boils. It’s humid. And the constant wind is full of sand. The first thing you see when you arrive is the airport, with its echoing marble halls. It’s big enough to be the hub of a continent. Dubai suffers from gigantism—a national inferiority complex that has to make everything bigger and biggest. This includes their financial crisis.

sábado, 19 de março de 2011

...


esta noite, a lua parece o sol.

sexta-feira, 18 de março de 2011

...

canções para o resto da vida (58)

as canções de maximilian hecker são sempre tristes. belas e tristes. convidam ao recolhimento. podem ser redentoras, exorcizantes. acreditem.


este vídeo, não oficial, parece ter sido feito na coreia. aparentemente, as canções de hecker (berlim) serão muito populares nas escolas coreanas de artes visuais. coisas de espantar.

...


o som do sismo no japão captado no fundo do oceano.

quinta-feira, 17 de março de 2011

...





imagens [el pais] do 'apocalipse' japonês, como esta semana lhe chamou um alto responsável europeu. desconte-se o cinismo geo-estratégico e mesmo assim poucas imagens se aproximam tanto do ideia que temos de apocalipse como aquelas que chegam do japão.

quarta-feira, 16 de março de 2011

...

canções para o resto da vida (57)

esta canção é um monumento. para tempos de turbulência.

...

Satellite Photos of Japan, Before and After the Quake and Tsunami.

...

ora aí está uma notícia muito interessante: declarações do comissário que afundaram as bolsas foram feitas com base em notícias dos media.

terça-feira, 15 de março de 2011