o lpa foi um dos meus mestres. o luís, que me levou a comprar os meus primeiros lps, a preços de editora. tenho saudades da ingenuidade com que nessa altura vivia a vida e o jornalismo.
a primeira vez que ouvi falar dos strokes tinha-os à minha frente, na zona ribeirinha de lisboa, e não gostei. só passados anos percebi a razão - aquilo que vi e ouvi era demasiado profissional, até porque a banda já estava no auge da fama. gosto deles em disco, como na maioria dos casos, e prefiro imaginá-los quase como banda de garagem, coisa que não são. enfim, só contrariedades. este tema é o primeiro do primeiro disco e conheço poucos começos tão definitivos como este. (nota: gosto muito deste vídeo)
os white stripes anunciaram oficialmente uma separação há muito consumada. cheguei-lhe tardiamente e por via indirecta, numa prova de que a coisa (fractura? conflito? continuidade?) geracional funciona. e muito rapidamente percebi que jack, white da parte da mulher que já não o é há muitos anos, é um dos génios dos nossos dias. como provam os white stripes - por exemplo, esta canção e a sua 'histórica' linha de guitarra (*) - e os muitos projectos em que se tem envolvido.
(*) rectificado, após alerta do pedro. washington rules...
houve pompa e circunstância e até a televisão pública se associou. era a gala eusébio, comemorativa de uma data redonda - os 69 anos do futebolista. na foto, adriana lima, na nova campanha da victoria's secret.
com brian eno aprendi a terapêutica da música. a possibilidade de parar tudo, o tempo principalmente. de aprofundar tristezas até que não o sejam mais. de serenar quando tudo se atumulta em redor. há tristeza em toda a beleza, eu sei.
Given the chance I'll die like a baby On some faraway beach When the season's over
Unlikely I'll be remembered As the tide brushes sand in my eyes I'll drift away
Cast up on a plateau With only one memory A single syllable Oh lie low lie low lie lie lie lie.
- joão, já viu que o lpm o confundiu comigo? - já. o homem anda claramente a perder qualidades. miguel, sempre almoçamos prá semana? é desta que me apresenta o joão?
Séneca, que deu o mote ao Arts & Letters Daily, cujo fundador, Denis Dutton, acaba de morrer, como nos informa maradona (by the way, o site do aldaily é coisa de fazer inveja a qualquer um, a começar pelo design)
falta fazer a história cultural da viragem da década de 60 para a de 70 em portugal. apesar da ditadura, talvez por causa da primavera marcelista, os ecos da maior explosão criativa do século chegavam ao rectângulo. esta canção (poema de alexandre o'neill, música de alain oulmain, editada em 1969) é disso um excelente exemplo. uma pequena jóia.
Time it was, and what a time it was, it was A time of innocence, a time of confidences Long ago, it must be, I have a photograph Preserve your memories, they're all that's left you
é a melhor revista do mundo. há muitos anos. tão boa que resiste à sua própria linha editorial...
a edição dupla de fim de ano é sempre um objecto de colecção. como sempre, o prazer da leitura começa no título: the joy of growing old. um título impossível há poucos anos e nisso está apenas uma pequena parte da graça.
pediram-lhe uma lista com os melhores do ano, mas você esteve tão ocupado nos últimos doze meses que nem se apercebeu que foram saindo umas coisas novas? não há problema, é só seguir estes conselhos. também funciona com livros.