a família é uma das realidades mais incómodos da idade contemporânea. é à volta dela que se geram as maiores tensões das nossas vidas. gregários que somos, não conseguimos viver sem ela. mas livres como nunca, é contra ela que acabamos por construir as nossas vidas. dizer que estamos todos mais sós é uma banalidade, não menos verdadeira por ser repetida.
digo incómoda, pesando as palavras. olho à minha volta e quase todos fogem da família, sabendo ou ignorando, tanto faz, que se trata se uma fuga ilusória.
no final, e isso dói, fugimos do conforto da família para acabarmos, mais tarde ou mais cedo, chamados pelo desconforto da família. é um destino, este o nosso do novo milénio, de abdicarmos do conforto e não podermos (ainda, talvez) fugir ou recusar o desconforto.
o primeiro disco a solo de philip selway, baterista dos radiohead, chama-se familial e tem canções bonitas assim:
Above the traffic noise and fights
Can you hear me?
I'm standing right next to you
As the crowds pour out on a cold, cold night
There's a place we can go
There's a place we both can hide
And we'll stay quite still
We won't make a sound
We'll turn out the lights
We'll turn out the lights
Then we'll leave and disappear into the night
We'll turn out the lights
We just want a simple life
We'll turn out the lights
Please turn out the lights
On down the road, we walk alone
Can you see me?
I'm scared that I'm losing you
As the crowds press on through the cold cold night
There's a place we can go
There's a place where we both can hide
And we'll stay quite still
We won't make a sound
We'll turn out the lights
We'll turn out the lights
Then we'll leave and disappear into the night
We'll turn out the lights
We just want a simple life
We'll turn out the lights
Please turn out the lights
All the vows we made, I'd make them all again
I gave my promise and the life we had is sacred
I wouldn't lie to you, I could not lie to you
Turn it up, we'll leave the noise behind
So turn out the lights
Please turn out the lights
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
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os ontens que cantam
o primeiro ouvinte do fórum da tsf de hoje explicou, com toda a clareza, que a solução para tudo isto está numa canção que os peste e sida cantaram na festa do avante.
o primeiro ouvinte do fórum da tsf de hoje explicou, com toda a clareza, que a solução para tudo isto está numa canção que os peste e sida cantaram na festa do avante.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
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leio por aí que o terceiro disco dos arcade fire é uma treta. as revistas da especialidade dividem-se entre o medíocre e o bom. na verdade, ao segundo disco, os canadianos já estavam esgotados.
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
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canções para o resto da vida (33)
nas canções, há pormenores que enlouquecem. os camera obscura, o mix mais estranho de influências (talvez, mais correctamente, reminiscências), enlouquecem frequentemente. nesta careless love, chamo a atenção para o que se passa aos minutos 2'10 e 3´35. no fundo, no fundo, trata-se apenas de uma valsa, dirão. pois, mas a música é isso.
nas canções, há pormenores que enlouquecem. os camera obscura, o mix mais estranho de influências (talvez, mais correctamente, reminiscências), enlouquecem frequentemente. nesta careless love, chamo a atenção para o que se passa aos minutos 2'10 e 3´35. no fundo, no fundo, trata-se apenas de uma valsa, dirão. pois, mas a música é isso.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
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rentrée
para já, setembro. vai ser assim: o novo belle & sebastian (write about love é um título e peras), o novo dos walkmen (lisbon é um título que nem vos conto) e ainda lloyd cole (broken record, temo que seja triste), jose gonzalez em colectivo (junip), philip selway, baterista dos radiohead, a solo e em formato surpreendente, mais um (bom, de certeza) de isobel campbell & mark lanegan, e ainda wildwood, eeels...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
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é o que dá estar afastado dos blogues dois ou três dias.
ia-me passando ao lado o melhor texto deste verão [Reino da Prússia e dos Algarves].
ide lá ler, que o gajo é maluquinho e dá-lhe para apagar posts.
ia-me passando ao lado o melhor texto deste verão [Reino da Prússia e dos Algarves].
ide lá ler, que o gajo é maluquinho e dá-lhe para apagar posts.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
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canções para o resto da vida (31)
teen dream. há coisas que não necessitam do distanciamento do tempo para ganharem peso na nossa vida. o mais recente disco dos beach house (2010) é um caso sério. tão sério que tenho dificuldade em escolher uma canção. fica aqui walk in the park, porque exemplar do estilo drug-driven da banda.
teen dream. há coisas que não necessitam do distanciamento do tempo para ganharem peso na nossa vida. o mais recente disco dos beach house (2010) é um caso sério. tão sério que tenho dificuldade em escolher uma canção. fica aqui walk in the park, porque exemplar do estilo drug-driven da banda.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
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oxford street, cair da noite, 5 de agosto.
a banda sonora de pulp fiction ao virar da esquina. numa versão, digamos, clash.
Misirlou é uma música grega, composta em 1927 por Michalis Patrinos. Nas olimpíadas de 2004, que foram realizadas em Athenas, ela foi escolhida pelo comitê organizador como a música grega mais influente de todos os tempos, tendo sido interpretada por Anna Vissi. Outra característica interessante desta canção é que cultores de quase todos os estilos de música popular consideram-na como sua música favorita. Foi utilizada no filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, várias bandas de rock a gravaram (sendo a mais famosa, a versão de Dick Dale), tornou-se a música favorita entre os sérvios (que espantaram-se quando descobriram que se tratava de uma canção grega), é utilizada por bailarinas de dança do ventre e em casamentos judaicos. Apareceu também em vários video games, tais como Guitar Hero II. a grupo Black Eyed Peas usou samples da canção no seu hit Pump It. [Wikipedia]
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na segunda semana de agosto, o noticiário das 8 de uma televisão generalista acabou às 21 e 20. é mais barato encher a antena com "informação". e isso é o princípio do erro.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
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o mais interessante texto acerca da internet, li-o no observer de 20 de junho. felizmente, está online. agrada-me especialmente a 'amoralidade' do autor, ou seja, ele apresenta-nos os pontos-chave de reflexão, os limites 'inferior' e 'superior' da rede, mas não nos aponta caminhos. inteligentemente, diz-nos a todo o tempo: já tinha pensado nisso? pense nisso.
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estive a ouvir the blueprint (lançado a 11 de setembro de 2001), do jay-z, porque uma série de revistas colocam o raio do disco nas listas dos indispensáveis da década. interessante. mas a paisagem lírica só me trazia à memória este resumo do meu filme fetiche do tarantino.
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um aborrecimento (ou um vexame). morreu tony judt, o maior historiador do século (XX ou XXI?) e eu não conhecia o homem. só de ouvido.
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canções para o resto da vida (30)
o filme, a actriz, o actor, o realizador, tudo. há uma geração marcada por este filme. mas poucos filmes têm uma banda sonora tão forte que é a ela, à música, que a nossa memória regressa quando lembramos o filme.
o filme, a actriz, o actor, o realizador, tudo. há uma geração marcada por este filme. mas poucos filmes têm uma banda sonora tão forte que é a ela, à música, que a nossa memória regressa quando lembramos o filme.
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morreu dias lourenço, histórico comunista, daqueles que nunca saíram. da esquerda à direita, só vejo elogios. à parte aquela doença (será portuguesa?) de elogiar tudo o que morre, interrogo-me: mas, então, os comunistas, vivos ou mortos, não era para serem todos maus?
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