quarta-feira, 30 de junho de 2010

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passei há momentos junto ao local onde estão reunidos os accionistas da pt - o odor a dinheiro logo pela manhã não tem os efeitos que me prometeram.

terça-feira, 29 de junho de 2010

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canções para o resto da vida (21)



gainsbourg é mais que música. uma atitude. talvez por isso, sempre gostei muito desta lemon incest, com charlotte adolescente, look à rapaz, tão rapaz quanto a mãe. canção impossível, claro. é essa a ideia. pa pa pa pa...

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não soube viver, não soube morrer. é pena.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

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tropecei num post e ia a escrever: esta miúda faz-se. parei a tempo.

sábado, 26 de junho de 2010

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continua aqui

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porto, um dia destes (2)

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numa cidade perdida do interior, há umas décadas, o círculo de leitores foi uma porta de entrada para novas aventuras. com o correr dos anos, foi-se-me tornando num amontoado de coisas dispensáveis. uma relação que perdura por mera rotina.
o sr. lima era, até à semana passada, um quase anónimo, o chato do círculo de leitores, não porque fosse chato, mas por dar rosto a essa relação contrariada. até que uma carta anunciou a sua morte. o sr. lima morreu. assim, sem mais explicações, sabe-se lá do quê, sabe-se lá como.
é uma morte que me incomoda. o chato do círculo estava num limbo. ficava à porta, na porta entreaberta.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

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bolas, logo agora que já estava a pôr de parte as moedas de 50 cêntimos...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

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há sete anos (!), assinalei o 25.º aniversário da morte de jacques brel com uma série de posts acerca das minhas canções preferidas do gigante.
também por essa altura, tive a sorte de passar por bruxelas e visitar uma exposição evocativa. completei a discografia e a videografia. escrevi muito num jornal que na altura frequentava. e li um livro fascinante, j'attends la nuit, em que um amigo contava as últimas conversas nocturnas na polinésia, à beira da morte.
da passagem pelos açores, há coisas esparsas. memórias. recordo especialmente um disco (anticiclone, de fernando tordo, que pode ser ouvido  aqui - ouçam, por exemplo, 'sou de outras coisas' e 'o bem aparecido').
é com muita curiosidade que hoje vou ao são luiz.

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uma coisa é envolverem-me em coisas nas quais não participei e de que desconheço, ainda hoje, os mecanismos de funcionamento. outra, bem diferente, é acharem que precisaria de 40 horas para escrever 4 páginas sobre o magalhães. isso já é insulto. agora, vou almoçar.

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o dia em que o beijo morreu

Alfred Eisenstaedt

este blogue começou com um beijo célebre. francês, claro. agora - alertou-me um amigo - outro beijo célebre torna-se irremediavelmente irrepetível.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

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porto, um dia destes

terça-feira, 22 de junho de 2010

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projecto de romance:
o rapaz que coleccionava verões.


projecto de colecção:
o rapaz que romanceava verões.

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canções para o resto da vida (20)

richard hawley, um obscuro músico de estúdio, constrói uma carreira paralela num registo acentuadamente romântico. e melhora com idade. esta canção, do disco mais recente, é herdeira de cole porter e nem tanto da linhagem pop/rock em que hawley navega.



[com dedicatória]

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o "aquário televisivo" em que vivemos, por joão lopes, que assina as melhores reflexões que actualmente se podem ler acerca dos fenómenos mediáticos e respectivas interacções com a política.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

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de manhã, no rádio, explicavam-me que hoje é o dia mais longo, bla, bla, que começa o verão e que, por isso, os especialistas alertavam para os perigos dos... solários. e até apareceu um senhor, especialista, pela certa, a dizê-lo de viva voz.
à tarde, noutra rádio, bla, bla, que começava o verão e que, e tal, bla, bla, é preciso muito cuidado com os solários.
acho que está tudo doido. devem ter ido aos solários e deixaram esturricar a moleirinha.

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Deus, garantem-me, nada percebe de finanças.
sempre que a banca se alegra (agora foi o subsídio de férias...), há umas contas (agora foi uma absurda revisão do carro) que comem tudo.
logo, diz-me a lógica, Deus não existe.
e, é claro, esta é a interpretação mais benévola que Dele posso fazer.

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os portugueses vivem por estes dias uma daquelas situações que adoram. duche escocês. num dia, choram saramago, no outro, dão vivas à selecção. doença bipolar. tudo vivido com a emoção à flor da pele, como se tudo fosse absoluto.

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Jornal de Negócios, título gigantesco:
Negócios reforça liderança na imprensa económica online.

Diário Económico, gigantesco título:
Económico reforça liderança na informação online.

sim, é verdade. estes são os dois jornais que nos informam, com o rigor que a coisa implica, acerca dos pormenores e "pormaiores" da nossa economia e de outras miudezas da nossa vidinha. lindo!

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o actual, caderno intelectual do expresso, surgiu esta semana renovado graficamente. escusavam de se ter dado a tanto trabalho - a publicidade que enche a página 13 diz tudo.

domingo, 20 de junho de 2010

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no site do guardian podem comprar-se figueiras para cultivo caseiro. a descrição dos frutos deixa-me o palato aos pinotes:  "a dramatic variety, Ronde de Bordeaux yields figs with a shiny black skin and deep red flesh with a wonderfully rich flavour". vejam bem: uma "variedade dramática"... pena que só aceitem encomendas para a mainland...

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o melhor dossier sobre saramago está, obviamente, no el pais.
o melhor texto de homenagem "não literário" é o de zapatero.

mediaticamente, o regresso de saramago à pátria teve um aspecto assinalável.
os media, a começar pela tv, descolaram totalmente da realidade - o que, enfim, não é novo - e, sozinhos, fizeram a homenagem que não houve.
não houve - ao contrário do que muitos esperariam e apesar dos múltiplos eventos criados para esse propósito - povo na rua. algumas dezenas, e não centenas, de pessoas concentraram-se na praça do município. só isso.
um escritor nunca seria o suficiente para tirar os portugueses de casa, ou para os desviar da praia. ainda se fosse futebolista...
às televisões, bastaram-lhe essas dezenas de pessoas, como aquelas que são pagas para ir a estúdio aplaudir e apupar ao ritmo do polícia-sinaleiro, para montar "o cenário". e fazer o espectáculo.
isso nada tem de mal.
a melhor homenagem que se pode fazer aos escritores é a leitura.
mas, do ponto de vista mediático, ficou mais claro que nunca que não é necessário que algo aconteça para que passe na televisão.
de certa maneira, a televisão emancipou-se. a televisão deixou de precisar do mundo, de nós, para nos relatar.
e isso só é novidade absoluta para quem tem andado muito distraído.

sábado, 19 de junho de 2010

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canções para o resto da vida (19)



o pai, os primeiros amores, os sonhos que se esboroam, a puta da vida, o rio que seca. the river é o opus de springsteen.

para o d., na véspera do 17.º aniversário

sexta-feira, 18 de junho de 2010

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a foto, de marcelo buainain, surgiu ao princípio da tarde, poucas horas após o nobel. ficou logo primeira página, só ela, toda ela.
durante anos, o escritor contemplou, a partir dessa primeira página, a redacção que foi testemunha do seu lado negro. o quadro, de pinto coelho, veio depois, à laia de homenagem. a generosidade humana é inesgotável.
como todos os grandes escritores, saramago tornou-se a si próprio uma obra de ficção. e como todos os grandes, levou-se demasiado a sério. levou demasiado a sério essa ficção em que se transformou. isso fê-lo ainda maior, da grandeza que só os génios têm. os malditos. 
é óbvio que lhe devemos muito e que todas as honras não serão de mais. mesmo que ele, ficção, zombasse de nós ao ponto de ter adoptado uma ilha inóspita e estrangeira para sepultura.
de saramago escritor, da sua ficção despida da ficção, nada posso dizer. éramos, somos, de mundos completamente diferentes, distantes, indiferentes. faltou-me sempre o essencial para quebrar o gelo, a curiosidade.
e nem agora.
o tempo virá.

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deus, deixa-te de rodriguinhos (gaita, não resisti ao trocadilho).
o texto era bom. já para não falar nos retoques finais...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

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menosprezam a blogosfera.
lendo isto, uma pessoa diverte-se à brava e ainda aprende umas coisas.
e lendo isto, uma pessoa diverte-se. apenas. media sem publicidade! uma dia, o luís m. jorge ainda inventa a pólvora. um génio, este marmanjo (e peguntam vocês, por que fala o luís de esquerda neste post? sei lá.)

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estava a dar a bola e jantei. no intervalo, um anúncio: "pare a diarreia, antes que ela o pare a si".

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no fim-de-semana, cruzei-me com o simões ilharco (se não conhecem, nem se atrevam a perguntar quem é) e apanhei um susto - o homem está mais novo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

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canções para o resto da vida (18 bis)




se um dia me desse para ser artista de variedades (!), gostava de ser os walkmen.
lirismo puro em desespero.
agora, o pedro informa-me que há disco novo em setembro e que se chama... lisbon. será que ainda vou a tempo de entrar?

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RMD nunca desilude. Para se nivelar com "o grande debate da blogosfera", dá uma tiro na água. Fosse ele meu assalariado (cruzes!) e cortava-lhe os honorários pela metade.