segunda-feira, 12 de outubro de 2009

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Estão 30 e tal graus lá fora e eu o disco de Natal de Dylan em cima da mesa.
E isto não é tudo.

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as coisas como elas são:

One tip for deep-pocketed fans: The 12-CD The Beatles in Mono box set is more than a collector's indulgence.
in Rolling Stone

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hoje de manhã, o joão gonçalves sentou-se em frente as espelho e escreveu isto. clap, clap!

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[foto ephemera]

nas autárquicas, quase todos temos mais que um motivo de interesse - o local em que vivemos, onde nascemos, por aí fora.
se tivesse votado na terrinha natal, não teria tido dúvidas, era no cds. casa própria, água a rodos e escola só para os da terra e, acima de tudo, "menos estátuas de cidades imaginárias". ora toma!

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se há Nobel que não entendo de todo é o da Economia. nunca. Premeia-se exactamente o quê?

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Deixe lá, Filipe, são uns rancorosos, gente do sistema (sabe do que estou a falar, não sabe?). É óbvio que Manuela Ferreira Leite teve uma vitória estrondosa nas legislativas (dizem até que vai formar governo...) e o mapa autárquico, coitado, ainda não se recompôs do "furacão Manuela".

domingo, 11 de outubro de 2009

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ando há meses a jogar no euromilhões e... nada.

    Domingo, Abril 26, 2009 Agora que parece ter aberto a época das apostas eleitorais, aqui fica mais uma: Helena Roseta e Luís Fazenda não serão eleitos em Lisboa.
[aproveito para dar os parabéns à arq. Roseta por ter percebido isto a tempo]

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gosto de noites autárquicas.

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por falar em prémios e coisas assim. esta é para entendidos - jack white, o homem da década. desta década. estamos a falar de música, claro. uma escolha interessante...

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ouvi esta semana na antena 2 (sexta à noite, para mais preciso), uma mulher afirmar que "o feminismo dos nossos dias é ficar em casa a tratar dos filhos". quando me lembrar do nome, digo. gostei da frase, mas não faço a mínima ideia se concordo.

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as eleições autárquicas são um dos palcos por excelência da surpresa política. daqui a quatro anos, quando a lei obrigar mais de metade dos actuais autarcas a arrumarem as botas, haverá necessariamente grandes mudanças. mas não é de excluir que, pela sua própria natureza, as de hoje nos tragam algumas novidades. boas ou más, depende.
estas autárquicas têm a vantagem de serem as mais puras dos últimos anos. o facto de as legislativas terem ocorrido há apenas três semanas impede que se façam outras leituras de grande amplitude que não as locais. isso é uma vantagem.

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obama é mais que o presidente dos eua, ou simplesmente um homem.
há uma ideia, um conceito - hope -, numa acepção que se aproxima da publicidade ou do marketing, que teve um efeito global e dessa forma mudou o mundo.
obviamente, esse conceito viu a luz do dia antes, muitos meses antes, de 20 de janeiro de 2009.

é claro que os conceitos de publicidade e marketing fazem cócegas a muita gente, gente que tenta fingir que a política é outra coisa, quando já não o é, ou talvez nunca o tenha sido.
a política é essencialmente um modo, pacífico ou não, de determinar as voltas do mundo e isso faz-se através de pessoas, de movimentos, de ideias. é aí que entra a ideia de obama, associada ao homem, mas muito mais que o homem.

num sentido estrito, obama pouco ou nada fez pela paz. o balanço dos seus antecessores no prémio é melhor? quantos nobel já foram associados ao médio oriente? e vejam lá a paz que por lá reina.

o prémio para obama, parece-me, pretende assumir-se como uma forma de apoio à ideia (hope) que lhe está associada (e é, sim, um prémio anti-bush). nesse sentido, não poderia estar em melhores mãos.

sábado, 10 de outubro de 2009

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Há pessoas fantásticas.
Helena Matos escreve assim sobre Emídio Rangel: "Emídio Rangel é uma caso fantástico não por defender aquilo em que acredita mas pela razão de acreditar que fora Sócrates todos os restantes líderes são absolutamente egoístas, irresponsáveis, meio tolos e cheios de telhados de vidro."
Emídio Rangel poderia escrever assim sobre Helena Matos: "Helena Matos é uma caso fantástico não por defender aquilo em que acredita mas pela razão de acreditar que Sócrates é absolutamente egoísta, irresponsável, meio tolo e cheios de telhados de vidro."
And so on, and so on...

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e, se vasculharem bem, ainda descobrem que há uma assinatura falsificada e que os papéis não foram entregues em triplicado. alerta!

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É uma das melhores campanhas dos últimos anos. A ideia e a concretização.
E, principalmente, abre fabulosas portas à imaginação.
É evidente que somos muitos. Demais. 10 milhões é muita gente para o rectângulo, 9 milhões é gente a mais para a faixa litoral do rectângulo.
É começar a fundir, meus senhores. É começar a fundi-los.
Pela parte que me toca, podemos começar pelo Luís Represas e Mafalda Veiga, Francisco Louçã e Paulo Portas, Professor Marcelo e Professor Marcelo...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

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Eh, eh... Luís, passe-me os sais de futo, faxavor...

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[Sabugal, 09.10.09]

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Lá está. Estou-me nas tintas para a menina Herta. Já o Obama merece, obviamente. É a vantagem destes prémios - a total subjectividade. Nem tem discussão.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

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O i dedicou ao mau tempo desta semana (um morto, um tornado, muita destruição) cinco ou seis linhas, uma breve. Como os factos se deram de madrugada, ou seja, mais de 12 horas antes do fecho do jornal, presumo que a breve foi uma opção editorial. Apesar de se tratar de um jornal diferente e dirigido à classe A, pode o i ignorar este tipo de eventos, mesmo, como foi o caso, que as televisões tenham esgotado o assunto em quase 24 horas seguidas de aberturas de telejornais?

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O cinismo nem sempre é bom conselheiro. Escrever que Berlusconi combate "interesses instalados e os privilégios" (!) só para fazer crítica política doméstica revela uma azia desnecessária, Luís.

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Herta Muller
Faço lá ideia de qual é o filme da minha vida, o disco de que mais gosto (são tantos...), o escritor do qual não perco um livro.
Por isso, se fosse convidado para o grupo dos fulanos que atribuem o Nobel da Literatura, aceitava. E depois fazia como os que lá estão: ao calhas.

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[capa maravilhosa]

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

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[regressos]

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Barbra Streisand, de quem nunca gostei, e Diana Krall (ok, é gira) juntaram-se para fazer um disco.
Chama-se "Love Is The Answer" e é isso mesmo, um hino ao amor. Uma coisa talvez fora de moda.
Esta interpretação bilingue do "Ne Me Quitte Pas" (o lado inglês é a célebre versão muito livre de Rod McKuen) é das mais belas que conheço (particularmente feliz, o modo como a orquestra respira).
E nem é a minha canção preferida do disco. Essa não a posso mostrar aqui.


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Rumor não é notícia. Óbvio. Talvez por isso, o Correio da Manhã criou uma secção a que chamou Rumor do Dia, o que, bem vistas as coisas, só enobrece as restantes notícias do jornal...
Hoje, a notícia é sobre uma separação alegadamente causada por um "alegado aborto", feito à "revelia", que terá deixado de rastos o elemento do casal que não esteve presente no acto.
Tudo isto é descrito a partir de uma história contada por uma "publicação semanal", não sendo os leitores informados se, mais especificamente, tudo foi copiado da secção Rumor do Dia dessa "publicação semanal".

terça-feira, 6 de outubro de 2009

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O caso Polanski

In Europe, the prevailing mood — at least among those with access to the news media — seemed to be that Mr. Polanski has already “atoned for the sins of his young years,” as Jacek Bromski, the chief of the Polish Filmmakers Association, put it.
We disagree strongly, and we were glad to see other prominent Europeans beginning to point out that this case has nothing to do with Mr. Polanski’s work or his age. It is about an adult preying on a child. Mr. Polanski pleaded guilty to that crime and must account for it.

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Luís Fazenda fala na televisão da necessidade de "trazer jovens para a Baixa" e percebe-se que é nas coisas concretas do dia-a-dia que o Bloco não tem ponta por onde se lhe pegue.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

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O Google Alerts é uma máquina espantosa.
Hoje, 2 de Outubro de 2009, informa-me que um editorial meu, escrito em 2006 (editoriais que eu pari nesses anos, meu Deus...), como o título original (!) de "War is over", foi fichado pela BBC e anda agora por aí. It´s a small world, indeed...

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Daqui ninguém sai vivo. É uma frase que Jim Morrison gostava de gritar e que até deu nome a um livro. Lembro-me desta frase nas circunstâncias mais diversas. Ainda esta semana a recordei a propósito da saúde política da Pátria, embora não seja daqueles que gosta de abusar das generalizações neste particular concreto. E voltei a lembrar-me dela quando tomei conhecimento de um novo blogue, de que gosto muito, a começar no look e no título e a acabar no resto. Chama-se É tudo gente morta e poderia ter como epitáfio "Aqui ninguém entra vivo!" Venham de lá esses ossos e recebam daqui um prolongado beijo da morte.