quarta-feira, 7 de outubro de 2009

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Barbra Streisand, de quem nunca gostei, e Diana Krall (ok, é gira) juntaram-se para fazer um disco.
Chama-se "Love Is The Answer" e é isso mesmo, um hino ao amor. Uma coisa talvez fora de moda.
Esta interpretação bilingue do "Ne Me Quitte Pas" (o lado inglês é a célebre versão muito livre de Rod McKuen) é das mais belas que conheço (particularmente feliz, o modo como a orquestra respira).
E nem é a minha canção preferida do disco. Essa não a posso mostrar aqui.


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Rumor não é notícia. Óbvio. Talvez por isso, o Correio da Manhã criou uma secção a que chamou Rumor do Dia, o que, bem vistas as coisas, só enobrece as restantes notícias do jornal...
Hoje, a notícia é sobre uma separação alegadamente causada por um "alegado aborto", feito à "revelia", que terá deixado de rastos o elemento do casal que não esteve presente no acto.
Tudo isto é descrito a partir de uma história contada por uma "publicação semanal", não sendo os leitores informados se, mais especificamente, tudo foi copiado da secção Rumor do Dia dessa "publicação semanal".

terça-feira, 6 de outubro de 2009

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O caso Polanski

In Europe, the prevailing mood — at least among those with access to the news media — seemed to be that Mr. Polanski has already “atoned for the sins of his young years,” as Jacek Bromski, the chief of the Polish Filmmakers Association, put it.
We disagree strongly, and we were glad to see other prominent Europeans beginning to point out that this case has nothing to do with Mr. Polanski’s work or his age. It is about an adult preying on a child. Mr. Polanski pleaded guilty to that crime and must account for it.

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Luís Fazenda fala na televisão da necessidade de "trazer jovens para a Baixa" e percebe-se que é nas coisas concretas do dia-a-dia que o Bloco não tem ponta por onde se lhe pegue.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

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O Google Alerts é uma máquina espantosa.
Hoje, 2 de Outubro de 2009, informa-me que um editorial meu, escrito em 2006 (editoriais que eu pari nesses anos, meu Deus...), como o título original (!) de "War is over", foi fichado pela BBC e anda agora por aí. It´s a small world, indeed...

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Daqui ninguém sai vivo. É uma frase que Jim Morrison gostava de gritar e que até deu nome a um livro. Lembro-me desta frase nas circunstâncias mais diversas. Ainda esta semana a recordei a propósito da saúde política da Pátria, embora não seja daqueles que gosta de abusar das generalizações neste particular concreto. E voltei a lembrar-me dela quando tomei conhecimento de um novo blogue, de que gosto muito, a começar no look e no título e a acabar no resto. Chama-se É tudo gente morta e poderia ter como epitáfio "Aqui ninguém entra vivo!" Venham de lá esses ossos e recebam daqui um prolongado beijo da morte.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

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Eu que até nem vou muito à bola



terça-feira, 29 de setembro de 2009

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Uma canção pop é uma canção pop é uma canção pop.


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Há ali uma janela do meu passado. Umas escadas esconsas e escuras. A velhota certamente já morreu. O inquilino bêbado deve ter ido antes. A casa está em ruínas. Um passado muito imperfeito, como a memória desses dias de quarto alugado e pouco mais.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

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Hoje, 28 de Setembro, recebi na minha caixa do correio uma newsletter da Fnac a anunciar promoções para o fim-de-semana de 25 a 27 de Setembro. Não é primeira vez que acontece. É sempre assim.
Na impossibilidade de o fazer pessoalmente, agradeço por esta via o desvelo da Fnac com as minhas poupanças.

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Parafraseando e traindo MFL, é como se tivesse de escolher entre matar o pai ou a mãe (no caso, a irmã...).
Tal é o desafio que o Pedro coloca - Neil Young épico, lírico, visceral versus a belíssima in so many ways Margo Timmins (oh, o abandono daquelas mãos no microfone, os olhos cerrados...) e os Cowboy Junkies. No meu caso, seria escolher entre o anjo da guarda e a musa residente. Morrer-me-ia a alma.

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"Quanto a Sócrates, coitado, começou o caminho para o fim", escreve hoje, no Público, Vasco Pulido Valente, ele que está, há anos, no "fim", à nossa espera.

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o melhor resumo:

Se a batalha tivesse sido pífia, esta vitória seria curta. Como a batalha, na realidade, foi tremenda, esta vitória é muito significativa.
Sócrates, e o PS, só têm de continuar a pensar no país. Mais do que em acordos. Se bem que eu entenda que o espírito de compromisso faz falta ao país, e tem de ser desenvolvido - qualquer exercício de negociação tem de ser guiado, sempre e apenas, pelo entendimento que cada um faz do bem comum. Monitorizaremos o que aí vem com um olho em cima do programa eleitoral do PS, porque foi por esse programa que demos a cara.
[via Da Literatura]

domingo, 27 de setembro de 2009

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A maioria relativa abre portas a um ciclo clarificador da política portuguesa. Veremos.

sábado, 26 de setembro de 2009

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25/26 Set 09, o 2.º aniversário da Time Out Lisboa

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

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Foi, de certa forma, uma porta que se fechou, hoje 25 de Setembro de 2009. everybody knows this is nowhere.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

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O mandato correu mal na Educação, dizem-me. E a generalidade aponta o dedo à ministra.
Não subscrevo nenhuma das afirmações.
E pergunto se é normal que os professores se deixem representar por um indivíduo chamado Nogueira, cujo objectivo evidente - quem tinha dúvidas, tirou-as agora na campanha - passa mais por desestabilizar a governação do que pela defesa dos professores.
E pergunto se é possível prosseguir alguma política na Educação enquanto os professores não perceberem esta evidência.

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Lisboa, 24 Set 09

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Ontem, cinco catitas fizeram uma "maratona de 50 metros em marcha atrás" para aparecer na televisão. Hoje, Carmelinda Pereira estava noutra televisão a fazer a "revista de imprensa" com o ar de quem tem de regressar rapidamente a casa para lavar a loiça.
Em vez de exigir garantias de igualdade no tratamento jornalístico, a CNE, a ERC e similares andariam melhor se recomendassem ao Serviço Nacional de Saúde a comparticipação no tratamento destes exibicionistas compulsivos. Ficava-nos mais barato.

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Esmiuçar os limites
Gostamos de rir dos políticos e não com os políticos. Por isso, o humor tem de ser involuntário.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

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Mudando de assunto...
Há coisas sérias a acontecer na música portuguesa, a maior parte delas em pequenas editoras e, infelizmente, com pouca divulgação.

Por exemplo, os Real Combo Lisbonense são muito divertidos.





No site da Optimus, podem ouvir-se as seis canções do primeiro disco. Custa menos de 5 euros na Fnac.

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Nos últimos tempos, tenho colocado aqui alguns remakes de canções.
Quero destacar duas [com uma dedicatória e um agradecimento à Eugénia - que pena eu não ter quotas na Fnac...]

Esta, um original de um autor pouco conhecido (Chris Bell, 1951-1978), uma feliz escolha para a voz frágil de Scarlett Johansson, com uma produção muito interessante.
E esta, escrita por Dimitri Tiomki e Ned Washington, da qual conheço duas versões (Nina Simone e Cat Power) muito boas. Mas também gosto muito da voz quente e sensual de Bowie, numa versão musicalmente um tanto banal.

E gosto muito disto:

Every night I tell myself, "I am the cosmos, I am the wind"

Let the wind blow through your heart for wild is the wind.

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A manchete é, digamos, interessante [fico é sem saber se o "e" é... anhh... copulativo].
Mas o que me chamou mesmo a atenção foi o título lá de cima: Guia de voto útil para derrotar Sócrates - saiba, distrito a distrito, em quem deve votar para penalizar o PS. Os interesses que o homem deve ter incomodado...


terça-feira, 22 de setembro de 2009

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Esta cabeça... Já nem me lembro se a soberba é, ou não, um pecado mortal.

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Do Lichenstein, continuo a preferir este.

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Pacheco Pereira está a fazer mais mal à política que magotes e magotes de políticos incompetentes e demagógicos.
Como é possível que alguém inteligente e culto escreva e diga o que JPP escreve e diz por estes dias?
Só por uma evidente relação de causalidade - a política estupidifica as pessoas. O que, salvo as razoáveis excepções, estava longe de provado.