quarta-feira, 16 de setembro de 2009

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José Manuel Viegas é uma daquelas personalidades indispensáveis a qualquer democracia. Felizmente, temos um vasto stock...
A democracia é o reino dos fala-barato, que seria o "debate público" sem eles?
O Viegas, de quem não se conhece obra que se apresente, é sempre contra. Se é no Sul, ele queria no Norte, se é verde, ele gostava de vermelho, se vamos por ali, ele fica já aqui... e vice-versa eternamente.
Há muitos como ele e basta abrir qualquer jornal - lá estão eles, sempre dispostos a dissertar sobre tudo e mais alguma coisa. Um blá-blá contínuo e sem rumo. Pelam-se por um microfone, farejam jornalistas a quilómetros, deliram quando topam uma câmara de tv.
Insisto - o que seria das democracias sem esta gente? Que tédio seria governar sem um permanente ruído de fundo, antes, durante e depois das decisões. Os media adoram esta gente. São do melhor que há para encher páginas e causar "polémica". São o melhor que há para o festivo simulacro de "debate de ideias" a que os media se obrigam, no seu dever cívico de fingir que contribuem para o futuro da pátria.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

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O inlay da rentrée







Every night I tell myself "I am the cosmos, I am the wind"...



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O Director-Geral de Saúde decidiu ter uma conversa em off com os jornalistas acerca da Gripe A. Passa cada ideia pela cabeça das pessoas...
Resultado: o que era off acabou publicado.
No meio de tudo isto, ganhou-se numa manchete do caraças - um momento de glória para a palavra letalidade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

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Nota 1: este anúncio é pago pelos espanhóis
Nota 2: o sexo deste anúncio não se destina a procriação
Nota 3: já são mais de 22; consultar os horários aqui

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Estamos no Outono e é a altura certa para mudar de guarda-roupa. A Vanity Fair dá uma ajuda.

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estas canções, todas elas, têm a minha exacta idade.

domingo, 13 de setembro de 2009

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[Ílhavo, 11 de Setembro de 2009, três da tarde]
Subitamente, ou nem tanto

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

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O disco da rentrée


The Big Pink - A Brief History Of Love (4AD, 2009)


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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

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Trancoso, 09.09.09, 9 e pouco da manhã, um pouco mais acima, a Lua

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Trancoso, 09.09.09, 9 e pouco da manhã, o skyline

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a propósito de um certo ambiente que se respira em Portugal

vale a pena ler este post do FNV, o post que lhe deu origem, os links e os comentários.

quem anda por aí a espalhar a "asfixia democrática" e balelas similares vive, quer viver, deste caldo de cultura (?) e rancor.

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Eu bem me parecia que me estava a escapar qualquer coisas nestas eleições:

"Em Portugal, cinco candidatos (pelo menos) lutam para ser primeiro-ministro", Rui Tavares.

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Almeirim, 08.09.09, 23:47

domingo, 6 de setembro de 2009

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Kate Moss, Depeche Mode, YSL, Parisienne, via E Deus criou a mulher

sábado, 5 de setembro de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

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Santarém, 25 de Agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

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Férias Verão 2009. Garantiram-me que havia praias sob as calçadas...

sábado, 22 de agosto de 2009

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O desmoronamento em Albufeira lá merece o habitual cortejo de disparates, imprecisões, precipitações, maluqueiras e outras coisas impróprias para consumo tão próprias dos nossos media.

Há, porém, duas menções honrosas a destacar:

- o gráfico que o Correio da Manhã publicou e que resulta, seguramente, de uma alucinação de quem o elaborou (não rolaram pedras da falésia e o desmoronamento nem sequer foi na falésia) - um exemplo de como um artifício pensado para mostrar o que não se pode descrever por palavras acaba por ser um elemento de forte deturpação da história. No mesmo jornal, uma entrevista com um cavalheiro identificado como "engenheiro civil e prof. universitário", que atribuiu o desmoronamento à deposição no cimo da falésia da terra proveniente de uma escavação ilegal para a construção de uma cave ilegal (!!!).

- já a capa do 24 Horas, só vista...

Uma das coisas que mais impressiona em relação à imprensa portuguesa é perceber como pode alguém - do mais anónimo cidadão ao mais poderoso dos poderosos - tomar decisões com base no que nela se publica.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

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A morte não tem muito que se lhe diga. Cinco pessoas estavam ontem à hora errada no sítio errado. Apenas isso. Quem percebe do assunto já explicou como estas coisas escapam à determinação humana.
Apesar disso, nos próximos dias vamos assistir ao obrigatório cortejo de especialistas em tudo e mais alguma coisa, que vão tentar encontrar razões, culpados, o diabo a sete. Sobre a construção na linha da costa, sabendo-se que aquilo se passou para lá da linha costa. Sobre a existência ou não de avisos, quando os avisos lá estavam. Sobre a necessidade de interditar, como se fosse possível interditar. Da precaução que não houve, porque nunca há, nem tem de haver, precaução tamanha - a vida é um risco permanente. Alguém há-de escrever - sempre alguém escreve - sobre o fado, o destino e a tragédia de sermos portugueses.
Depois, tudo volta ao normal. Só a morte não tem muito que se lhe diga.

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Eugénia, Margarida. As mulheres são um mistério. Felizmente.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

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Cara Eduarda M. Castro
Nas eleições de 27 de Setembro, a escolha de um primeiro-ministro, ou, se quiser, de um governo, está limitada a duas alternativas - José Sócrates ou Manuela Ferreira Leite. Eu sei que para algumas pessoas isto é difícil de engolir, mas esta é a realidade. Vê mais alguma hipótese?
Das mesmas eleições, apenas podem sair cinco governos: maioria absoluta PS; maioria absoluta PSD; coligação PSD/CDS para garantir maior absoluta; governo minoritário PSD; governo minoritário PS. Novamente, se tiver mais algumas sugestão, esteja à vontade...
As condições de governabilidade e durabilidade dos dois últimos cenários são escassas. E, obviamente, o cenário ideal para o PCP (e para o BE) seria um governo minoritário do PS. Não porque o PCP ou o BE estejam sequer disponíveis para influenciar a política de um governo desses, mas simplesmente porque esse seria o cenário ideal para alimentar a megalomania de que, representando por junto menos de 20% do eleitorado, a "Esquerda autêntica" pode governar Portugal (isto, é claro, no cenário lírico de que seria possível o entendimento interno desses 20%).
E é por tudo isto que não me parecem existir quaisquer dúvidas de qual deve ser o voto de quem quer um governo de esquerda - sem adjectivos, simplesmente esquerda - em Portugal.

[Eu sei que a Eduarda e o Vítor Dias não concordam com nada disto. E até conseguiria deixar aqui a vossa contra-argumentação. A chatice é que a história e os resultados de 27 de Setembro vão insistir em dar-me razão.]

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Hoje recebi um mail dos Camera Obscura:

We are pleased to announce that the next single from the album will be 'The Sweetest Thing'. It comes out on 7" on November 2nd and the extra tracks will include our gentle interpretation of The Boss, Mr Springsteen's, song 'Tougher Than The Rest'. Not to be missed.

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Scarlett, Scarlett... fizeste bem. Não sabes cantar (não tens voz para isso, baby...) e arranjaste alguém que canta por ti. Tu sussurras, cantarolas, estás lá - isso basta-te e, principalmente, basta-nos.
E estás linda, óbvio. Menos ninfeta, mais mulher. Se fosse de piropos, diria que és como o vinho do Porto. Conheces?
Uso outra vez esta tua foto, a primeira imagem do Lost in Translation. É para ilustrar um post que escrevi ontem. Melhor, para ilustrar parte desse post. Tu sabes.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

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O Luís Naves é um tipo porreiro, mas um pouco distraído. Só assim se compreende que considere "acutilante e meridiano" o exercício de puro cinismo político que Vítor Dias ensaia. Uma fotocópia com três décadas.

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[Os jornalistas americanos são uns tótós, dizem os jornalistas portugueses.]

Washington, 20 Ago (Lusa) - As principais organizações de meios de comunicação social dos Estados Unidos da América enviaram hoje uma carta a 600 assessores de imprensa da admnistração, entre eles os da Casa Branca, em protesto contra o crescente uso do "off the record".

A expressão refere-se às declarações que não se podem publicar nem atribuir a quem as proferir, pelo que não podem ser usadas pelo jornalista.

Os signatários da missiva dizem que o seu objectivo é fazer frente a uma "fonte comum de fricção" entre a imprensa e os políticos que estão a recorrer cada vez mais a esta expressão, inclusive em actos públicos.

A prática é atribuída sobretudo a membros do Congresso e a funcionários do governo federal que apenas dão informações sobre negociações em curso em eventos como as conferências, proibindo os jornalistas de usarem esses dados e insistindo em que não os citem caso refiram aos seus artigos.

A carta dá conta de um caso "recente" em que dois altos funcionários do Congresso disseram diante de um auditório com 300 pessoas que as suas declarações eram confidenciais.

A carta refere que os membros do governo do presidente Barack Obama também já recorreram algumas vezes a esta estratégia.

A prática, consideram os autores da missiva, prejudica a comunicação social e o público em geral, favorecendo as outras pessoas que acedem à mesma informação e que não estão obrigadas ao cumprimento da confidencialidade.

Lusa/fim

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[há dois ou três dias que os senhores do Yahoo! e do Youtube andam no jogo do gato e do rato com este clip. está no site oficial do novo disco de SJ com Pete Yorn]