quarta-feira, 19 de agosto de 2009

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Sem segundas intenções, vistas de trás todas as mulheres são bonitas.
Com segundas intenções, depende.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

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A ministra da Educação comprou um apartamento numa conhecida avenida de Lisboa. Fez obras na casa e mandou colocar estores vermelhos, quando todos os estores do dito prédio eram/são verdes.
Os blogues de professores rejubilaram - entre os posts e os comentários, foi um festival de insultos. Toada que se manteve quando o tema saltou dos blogues de professores (um "mundo" muito representativo das nódoas do nosso sistema de ensino) para os blogues idiotas de esquerda.
Afinal, soube-se depois, tinha havido uma decisão na assembleia de condóminos de mudar todos os estores para vermelho. A ministra, como estava a fazer obras, foi a primeira a fazê-lo.
Alguns dos blogues que publicaram a história retractaram-se. Envergonhadamente, mas retractaram-se. Curioso é que os insultos se mantiveram, mesmo nesses textos de emenda.
A mentira e a verdade ao serviço da mesma causa - o ataque pessoal, sem argumentação, apenas malcriado. Eis o debate em Portugal.

domingo, 16 de agosto de 2009

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You are what you love
And not what loves you back

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Nas últimas semanas, registei um número anormal de palermices políticas tendo mulheres como protagonistas. Muitas delas louras, por sinal. Não as nomeio porque insisto em manter uma certa elegância no trato intersexual.
Eis algo com que nos devemos regozijar: na política portuguesa, os homens começam a perder o monopólio do disparate.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

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O jornal i de quinta-feira publicou uma entrevista com o presidente da ERC. Oportuna. Mas, na mesma edição, um dos responsáveis do jornal escreve o seguinte: "A entrevista ao presidente da ERC prova que nem sempre a inteligência e a cultura chegam para se desempenhar um cargo público. É preciso algum bom senso. A constante confusão que transparece entre as suas opiniões e as directivas da ERC é preocupante".
[Há poucos dias, tinha acontecido algo similar com Campos e Cunha.]
Ou seja: o i entrevista as pessoas, dá-lhes oportunidade de exporem as suas ideias. No entanto, o i terá sempre a última palavra, com o entrevistado já ausente e, portanto, sem oportunidade de se defender ou, sequer, esclarecer. Uma espécie de juízo final.
Esta atitude, no mínimo deselegante, mas acima de tudo revelando uma ética muito peculiar, é bem reveladora do tipo de jornalismo que agora se faz.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

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While My Guitar Gently Beeps

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O Luís M. Jorge, nas suas deambulações gastronómicas, entre umas ostras e um ensopado de borrego, encontrou Francisco Louçã. Eis o resultado da conversa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

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Conheço tomadas de posição de conselhos de redacção contra a presença de colunistas-candidatos nas páginas dos jornais em períodos eleitorais. E estão consultáveis textos, em blogues e jornais, relativos aos (des)equilíbrios político-partidários nos media, especialmente acutilantes em épocas pré-eleitorais.
Espanta-me, por isso, o tom exaltado das tomadas de posição acerca de uma directiva da ERC apelando a um maior pluralismo de colunistas a poucas semanas das eleições - a questão sempre foi alvo de debate nas redacções e as soluções variaram conforme as circunstâncias. Por isso, não me comove sobremaneira o debate em curso.
Anoto, porém, o seguinte:
- a crispação/desproporção com que tudo se debate em Portugal, no caso, invocando logo "a censura" e "intervenções do poder", que, obviamente, não fazem qualquer sentido;
- a facilidade com que toda a gente debate tudo, especialmente o que não conhece (no caso, o texto da directiva é totalmente deturpado, conforme acontece na notícia linkada acima);
- a ideia de que todos os media devem garantir o pluralismo revela aqui a sua perversidade;
- a hipocrisia em que vegetam os espaços de opinião sai incólume desta polémica - os "historiadores", "professores universitários", "juristas" e "escritores", mesmo quando são activos militantes ou dirigentes de partidos, ficam acima de qualquer contrariedade.

domingo, 9 de agosto de 2009

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A homepage do Expresso parece ter sido concebida e ser gerida por um maluco. As notícias verdadeiras e importantes misturam-se aleatoriamente com auto-promoções, peças repescadas da edição em papel, boletins meteorológicos, vídeos, galerias de fotos, fait-divers, conselhos de lazer... Sem qualquer hierarquia ou critério agregador que não seja a permanente esquizofrenia noticiosa. Muito provavelmente, o Expresso tem razão e é assim mesmo o novo jornalismo.

sábado, 8 de agosto de 2009

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[1929-2009]

Já não há pessoas assim! E são tão raras as ocasiões em que o podemos dizer.

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Sempre achei que temos para com o CDS uma dívida de gratidão, especialmente desde que Paulo Portas tomou conta da loja: é graças ao CDS que não temos em Portugal uma extrema-direita de maior peso. O partido de Portas vai funcionando como aglutinador dos extremismos, urbanos e rurais, mais ideológicos ou simplesmente conservadores da velha escola. Os cartazes eleitorais para as legislativas deste ano são eloquentes.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

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If you could only stop your hearbeat for one heartbeat

O ano está a mais que meio. Falta a rentrée e pronto. O Natal não conta.
E o disco do ano continua a ser Sometimes I Wish We Were An Eagle. Como muito bem se ouve neste "Too Many Birds".

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

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Lisboa, 4 de Agosto de 2009, Lua quase cheia

domingo, 2 de agosto de 2009

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duas ou três coisas, coisas simples, que me dariam um pouco mais de felicidade. duas ou três coisas para as quais precisava de um pouco, apenas um pouco, mais de dinheiro. mais uma vez, não me reconcilio com a sabedoria popular.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

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as raparigas do coro. a do meio é a da esquerda. e usava uma bóina que lhe ficava muito bem! se bem que a da direita, que no atlântico era a da esquerda, seja mais evidentemente bonita.

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mister cohen é mister cohen. e para a segunda despedida de lisboa tinha um menu diferente. um ano de estrada cansou-lhe ligeiramente a voz. falou menos, talvez por isso. e o alinhamento foi diferente do que apresentou no passeio marítimo de algés. famous blue raincoat surgiu numa versão lindíssima. e i'm your man, como podem ver no vídeo acima, raiou o pimba, porque foi assim que o público quis (impressionante, a elasticidade desta canção, que consegue ir do registo intimista ao burlesco...).


nota 1. o fulano que gere o circuito de vídeo está apanhado pela corista do meio e não o devemos censurar por isso
nota 2. a expo 98 deixou no pavilhão atlântico um fantasma. manifesta-se em forma de eco ao fundo da sala
nota 3. "be kind", pediu mister cohen.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

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dance me to the end of love

hoje, às nove, ver pela última vez mister cohen. depois de o ter visto, pelo última vez, há um ano. as primeiras e as últimas vezes são como as tradições. enganam. e até muito boa gente se gaba de ter causado boa impressão apenas à segunda oportunidade.
é claro que à segunda última vez alguma ingenuidade se perdeu. na primeira última valsa, todos conhecíamos a música, mas só ele era dono dos passos. agora, podemos dançar, em pleno, no mesmo compasso.
conhecemos as canções, conhecemos as palavras mágicas que foi dizendo nos intervalos. conhecemos tudo. eis, então, o cenário perfeito para um verdadeiro concerto de mister cohen - um momento religioso, pois então. perfeito, tão mais que perfeito.

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Felgueiras

Estávamos no ano de 2002 e eu tinha responsabilidades de chefia num jornal diário. Salvo erro num fim-de-semana, recebo um telefonema. Do outro lado, alguém que se apresentou e que se dizia falar em nome dele de um outro. Eram do PS e tinham revelações a fazer sobre a presidente da Câmara de Felgueiras, também ela socialista. Falavam para Lisboa porque não tinham confiança nas pessoas que tratavam dos assuntos de política na redacção do Porto. Puseram várias condições para o tratamento jornalístico da história. Ouvi-os com atenção e, umas horas depois, disse-lhes que, nas condições que colocavam, a história não me interessava. Duas ou três semanas depois, o caso "saltou" noutro jornal. Acompanhei-o, ao longo de todos estes anos, com alguma curiosidade. Obviamente, teve peripécias deliciosas. Coisas de novela. Hoje, através de uma decisão judicial, a presidente da Câmara foi ilibada de todos os crimes de que estava acusada. Revejo a minha decisão de há sete anos. E não me arrependo um milímetro - há coisas (e, sim, as fronteiras são ténues e nem sempre evidentes) para as quais o jornalismo não deve servir.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

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ali em cima fica a capa de Together Trough Life, de Dylan (2009). porque sim.

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"Robinson Crusoé" detido na "Operação Cromagnon"?
Sempre suspeitei do excesso de cultura das nossas polícias.

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quase um quinto de Espanha, quatro quintos de Portugal (e uma nesga de sombra),
24 de Julho de 2009

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Fantástico! Jornais que vão de férias e põem os leitores a trabalhar...