sexta-feira, 7 de agosto de 2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

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Lisboa, 4 de Agosto de 2009, Lua quase cheia

domingo, 2 de agosto de 2009

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duas ou três coisas, coisas simples, que me dariam um pouco mais de felicidade. duas ou três coisas para as quais precisava de um pouco, apenas um pouco, mais de dinheiro. mais uma vez, não me reconcilio com a sabedoria popular.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

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as raparigas do coro. a do meio é a da esquerda. e usava uma bóina que lhe ficava muito bem! se bem que a da direita, que no atlântico era a da esquerda, seja mais evidentemente bonita.

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mister cohen é mister cohen. e para a segunda despedida de lisboa tinha um menu diferente. um ano de estrada cansou-lhe ligeiramente a voz. falou menos, talvez por isso. e o alinhamento foi diferente do que apresentou no passeio marítimo de algés. famous blue raincoat surgiu numa versão lindíssima. e i'm your man, como podem ver no vídeo acima, raiou o pimba, porque foi assim que o público quis (impressionante, a elasticidade desta canção, que consegue ir do registo intimista ao burlesco...).


nota 1. o fulano que gere o circuito de vídeo está apanhado pela corista do meio e não o devemos censurar por isso
nota 2. a expo 98 deixou no pavilhão atlântico um fantasma. manifesta-se em forma de eco ao fundo da sala
nota 3. "be kind", pediu mister cohen.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

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dance me to the end of love

hoje, às nove, ver pela última vez mister cohen. depois de o ter visto, pelo última vez, há um ano. as primeiras e as últimas vezes são como as tradições. enganam. e até muito boa gente se gaba de ter causado boa impressão apenas à segunda oportunidade.
é claro que à segunda última vez alguma ingenuidade se perdeu. na primeira última valsa, todos conhecíamos a música, mas só ele era dono dos passos. agora, podemos dançar, em pleno, no mesmo compasso.
conhecemos as canções, conhecemos as palavras mágicas que foi dizendo nos intervalos. conhecemos tudo. eis, então, o cenário perfeito para um verdadeiro concerto de mister cohen - um momento religioso, pois então. perfeito, tão mais que perfeito.

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Felgueiras

Estávamos no ano de 2002 e eu tinha responsabilidades de chefia num jornal diário. Salvo erro num fim-de-semana, recebo um telefonema. Do outro lado, alguém que se apresentou e que se dizia falar em nome dele de um outro. Eram do PS e tinham revelações a fazer sobre a presidente da Câmara de Felgueiras, também ela socialista. Falavam para Lisboa porque não tinham confiança nas pessoas que tratavam dos assuntos de política na redacção do Porto. Puseram várias condições para o tratamento jornalístico da história. Ouvi-os com atenção e, umas horas depois, disse-lhes que, nas condições que colocavam, a história não me interessava. Duas ou três semanas depois, o caso "saltou" noutro jornal. Acompanhei-o, ao longo de todos estes anos, com alguma curiosidade. Obviamente, teve peripécias deliciosas. Coisas de novela. Hoje, através de uma decisão judicial, a presidente da Câmara foi ilibada de todos os crimes de que estava acusada. Revejo a minha decisão de há sete anos. E não me arrependo um milímetro - há coisas (e, sim, as fronteiras são ténues e nem sempre evidentes) para as quais o jornalismo não deve servir.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

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ali em cima fica a capa de Together Trough Life, de Dylan (2009). porque sim.

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"Robinson Crusoé" detido na "Operação Cromagnon"?
Sempre suspeitei do excesso de cultura das nossas polícias.

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quase um quinto de Espanha, quatro quintos de Portugal (e uma nesga de sombra),
24 de Julho de 2009

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Fantástico! Jornais que vão de férias e põem os leitores a trabalhar...

terça-feira, 28 de julho de 2009

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parece que agora está na moda não gostar do ponto de exclamação. de vez em quando, é assim - uma onda de indignação ou admiração cresce na blogosfera a propósito de coisa nenhuma. ou, se quiserem, de porra alguma. ainda bem! sinal de que a malta tem tempo, imaginação e indignação qb.

esta coisa lembra-me aquela história de dizerem mal dos advérbios de modo. na escola, não gostavam. nos jornais, quase proibiam. quem me redimiu dessa palermice foi o jacques brel. e como ele usava essa suspensão do tempo que se espraia em cada advérbio de modo!!! infiniment...

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perguntas sem interesse podem dar respostas interessantes

segunda-feira, 27 de julho de 2009

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são as canções de amor que nos salvam







I'll go, I'll go, I'll go, I'll go for you

I'll fight, I'll fight, I'll fight, I'll fight for you

I'll kill, I'll kill, I'll kill, I'll kill for you

I will, I will, I will



I'll go,I'll go, I'll go, I'll go for you

I'll fight, I'll fight, I'll fight, I'll fight for you

I'll die, I'll die, I'll die, I'll die for you

I will, I will, I will



And if I die

I'll die

I'll die alone on some

Forgotten hill

Abandoned by the mill

All my blood will

Spring and spill

I'll thrash the air and then be still




You'll wake

With a start from a dream

And know that I am gone

You'll feel it in your heart

But not for very long

You'll rise each day as planed

Your will is your command

And stand each Sunday

A hymnal steady in your hand

You'll sing to yourself

The rising-falling melody

That you could never read

Without the choirs' lead

Still alone, and lost in deep

And your soul will not be free



I will go , I will go, I will go

And in wars waters

I will wade

And I will know

If I remorse or regret

The fairness of our trade

For you to live

I took your place

A deal was made

And I was paid

And the goal as I was told

Was a place where my body could be laid

And we will steal your life

And die old
In better homes surrounded

By your peers

Without suffering or fear

Grandchildren far and near

And none will shed a tear

For the love no longer here



I'll go, I'll go, I'll go, I'll go for you

I will

I'll fight, I'll fight,I'll fight, I'll fight for you

I will, I will, I will

I'll kill, I'll kill, I'll kill, I'll kill for you

I will

I'll die, I'll die, I'll die, I'll die for you

I will, I will, I will



And if I die

I'll die

I'll die alone like Jesus

On a cross

My faith cannot by tossed

And my life will not be lost

If my love comes across

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por exemplo, neste Everlasting Everything, do disco homónimo dos americanos Wilco (2009), ouve-se alguma coisa que não seja Beatles?

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Lisboa, 27 Jul 09

domingo, 26 de julho de 2009

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A quase dois meses da maior Beatlemania desde a morte dos Beatles (09.09.09), a revista The Word faz capa com uma afirmação escandalosa: Why The Beatles Are Underrated?
Nos últimos meses, tenho tentado demonstrar a um adolescente - com relativo sucesso, diga-se... - a razão pela qual a dezena de discos dos Fab Four tem de constar de qualquer lista, qualquer colecção que se queira representativa da melhor música dita pop, dita moderna, dita seja lá o que fôr.
A importância dos Beatles não pode deixar de ser realçada especialmente nesta década, em que tantos discos, autores, grupos bebem directamente no quarteto de Liverpool. Tropeçamos nos exemplos todos os dias...
A Word dedica ao assunto umas largas e interessantíssimas páginas. E pergunta: Yes, but what did The Beatles ever do for us...? Eis as respostas:
  1. They invented pop - of course
  2. They killed Tin Pan Alley
  3. They invented the studio
  4. They made humour part of rock
  5. They invented "The solo years"
  6. They invented the vanity label
  7. They invented and destroyed the bridge between showbusiness and rock
  8. The invented honesty
  9. They legitimised theft
  10. They made pop better than rock
  11. They killed God.

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Samardã, 24 Julho 09

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

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:) tks
Lx, 22 Jul 09

terça-feira, 21 de julho de 2009

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The restaurant serves up terrific traditional dishes like bacalhau grelhado (grilled salted cod), which is shipped straight from Portugal and soaked for days before it’s ready to be served.
Other traditional dishes include caldo verde, the traditional vegetable soup that makes a great meal-starter, and favas guisadas, stewed broad beans with chorizo and pork ribs. There are also clams with lemon, wonderfully citric but cut with coriander leaves.
Queijo de serra, a typical goat’s cheese from the mountains where Pena grew up, is a good way to finish your meal. Wash it all down with a glass or two of vinho verde, a light, slightly tart white wine.

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domingo, 19 de julho de 2009

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El ángel caído
El País, 19.07.09

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Em circunstâncias normais, hoje até elogiaria o programa de Pacheco Pereira na SIC-N.
A diferença que faz uma realização mais cuidada...
E o programa desta semana até foi interessante. Mesmo aquela ideia original de considerar machista o cartaz de Sócrates. O ódio, assim sem filtro, torna-se uma coisa risível e, de certa forma, até agradável.
Mas, dizia, em circunstâncias normais, elogiaria. Porém, JPP criou à sua volta um tal cordão sanitário de desprezo pelo mundo, por outro mundo que não seja o seu, que impossibilita qualquer relação que não seja a acidez. Passe bem!

sábado, 18 de julho de 2009

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Nos últimos dias, os meus dias têm andado à volta de Sunflower (1970). Um dos melhores discos dos Beach Boys, embora haja dias em que apetece dizer que é mesmo o melhor. Esta canção, por exemplo, concentra, em menos de dois minutos, o talento doentio de Brian Wilson. A canção é perfeita e, mesmo assim, sente-se em certos momentos que Brian gostaria de ir ainda mais longe. Celestial.