Rust Never Sleeps...
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It's a chance to give new meaning
To every move we make
terça-feira, 31 de março de 2009
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Chamo a vossa atenção para a seguinte notícia:Porém, as críticas não se ficam por aqui. Segundo Maya, a festa da ‘Playboy’ "foi um horror". "O Buddha Lx pagou 3500 euros para que a ‘Playboy’ promovesse a festa e fiquei decepcionada", diz, frisando: "A Mónica deveria ter chegado de limusine e ser recebida por alguém da revista. Mas veio no carro dela e eu fui buscá-la à porta, porque não havia ninguém para o fazer. Tudo foi feito sem cabeça, tronco e membros".
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
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Há uns meses, eram uns directores de jornais e uns jornalistas. Andavam a ser pressionados.
Agora são os magistrados, os juízes, se calhar, os investigadores. Andam a ser pressionados.
Decididamente, vivemos num país de virgens!
Agora são os magistrados, os juízes, se calhar, os investigadores. Andam a ser pressionados.
Decididamente, vivemos num país de virgens!
quinta-feira, 26 de março de 2009
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Dou comigo, por vezes, a pensar que vale sempre a pena viver, nem que seja para ouvir aquela canção que ainda está por escrever, por cantar. Garantem-me que no Céu se ouvem anjos o tempo todo, que no Inferno actua todas as noites a Céline Dion e que o purgatório está cheio de juke-boxes maradas. Faço questão, por isso, de ouvir tudo o que posso, enquanto posso, como que na busca incessante de um tesouro ainda por polir. Como em todas as buscas, parte da corrida é circular e é assim que não abdico das minhas obsessões. Mas, também como em todas as buscas, tropeço em pedras e pedrinhas inesperadas. Coisas de encantar. De apaixonar. Por exemplo, agora ouço em intenso repeat o novo disco de Lisa Ekdahl, sueca pela qual não nutria até aqui especial simpatia - aquela vozinha, irra... Mas eis que a moça se deixou de bossas e jazzes delicodoces. E o resultado ouve-se assim:
[a audição integral de algumas canções neste serviço imeem exige pré-inscrição. é fácil, é grátis e, como algumas vacinas, só é necessário fazer uma vez]
[a audição integral de algumas canções neste serviço imeem exige pré-inscrição. é fácil, é grátis e, como algumas vacinas, só é necessário fazer uma vez]
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"A ideia de que a frente do rio é um jardim é uma ilusão. Há um porto e o porto faz parte da paisagem da cidade e não é parte a ignorar", disse Siza Vieira aos jornalistas quando questionado sobre o projecto de ampliação do terminal de contentores de Alcântara.
O arquitecto afirmou não ter uma "opinião formada" sobre o projecto e a pertinência da localização em Alcântara, mas defendeu que a "vida do porto" é "uma coisa muito interessante numa cidade".
Sobre as dimensões do terminal, Siza Vieira considerou que o facto de "tirar as vistas" sobre o rio é inerente ao conceito de cidade.
"Uma cidade existe porque há coisas que tiram a vista a outras, se não, não havia cidade", afirmou.
[notícia Lusa]
quarta-feira, 25 de março de 2009
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Nos 500 metros que todos os dias faço na Radial de Benfica ao cair da noite, senti hoje um forte odor a flores. Mimosas? (talvez disparate...) É Março ainda e o vento entra pela janela a 80 quilómetros/hora, como se de uma noite de Verão se tratasse. Mas aquele intenso odor a flores...
Acho que é, portanto, Primavera. Talvez daí o cansaço extremo que me percorre, mais por dentro que por fora.
As coisas que uma pessoa inventa para justificar o cansaço de uma vida filha da puta. Até a Primavera serve!
Acho que é, portanto, Primavera. Talvez daí o cansaço extremo que me percorre, mais por dentro que por fora.
As coisas que uma pessoa inventa para justificar o cansaço de uma vida filha da puta. Até a Primavera serve!
terça-feira, 24 de março de 2009
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a vozinha infantil de lisa ekdahl no registo bossa-jazz nunca me entusiasmou. de resto, o registo bossa-jazz sucks...
o novo disco, todo ele indie-folk, é por isso uma agradável surpresa. no youtube só ainda há isto. mas o disco tem melhor. fica para depois.
o novo disco, todo ele indie-folk, é por isso uma agradável surpresa. no youtube só ainda há isto. mas o disco tem melhor. fica para depois.
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Não gosto de futebol. Nutro pelo mundo do futebol um antigo, profundo e reforçado desprezo.
Mas levo com futebol a toda a hora. Principalmente com o que se joga fora do campo.
Esta história do árbitro-que-não-sei-o-quê que ocupa todos os espaços televisivos é um bálsamo - permite-me entender que a loucura é generalizada, mais funda, e que não se circunscreve ao pequeno mundo em que circulo. Isso deixa-me bastante aliviado. Coloca-me os meus problemas em contexto.
Mas levo com futebol a toda a hora. Principalmente com o que se joga fora do campo.
Esta história do árbitro-que-não-sei-o-quê que ocupa todos os espaços televisivos é um bálsamo - permite-me entender que a loucura é generalizada, mais funda, e que não se circunscreve ao pequeno mundo em que circulo. Isso deixa-me bastante aliviado. Coloca-me os meus problemas em contexto.
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segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
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A Rolling Stone decidiu fazer uma lista das 100 pessoas que estão a mudar a América. Muito interessante:
We've ranked 100 artists and leaders, policymakers, writers, thinkers, scientists and provocateurs who are fighting every day to show us what is possible — whether it's engineering a new electrical grid, reinventing the way movies are made or challenging us to let go of our illusions and face the brave new world that stands before us. This list is not necessarily about power in the old-fashioned sense but about the power of ideas, the power of innovation, the power of making people think and making them move.
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Acho que quando o mundo acabar vai ser assim: ligamos a TSF e só se ouvem "pessoas a falar espanhol"... e depois o resto vocês adivinham.
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O código genético já existia. Coisas das Europas e de África que se concentraram na América. Faltava pegar nas peçazinhas de ADN e ir fazendo cadeias. Os anos de 66/67 foram simplesmente mágicos. Como mágicos foram os de 68/69, mas aqui já entre a euforia e a tragédia. A experimentação dos limites. Em 66/67, não. Estávamos ainda na pura inocência da descoberta. Por exemplo, este It Takes Two, gravado por Marvin Gaye e Kim Weston, precisamente em 66. Puro código genético. Conhecem alguma canção posterior em que isto não esteja lá?
[a audição integral de algumas canções neste serviço imeem exige pré-inscrição. é fácil, é grátis e, como algumas vacinas, só é necessário fazer uma vez]
[a audição integral de algumas canções neste serviço imeem exige pré-inscrição. é fácil, é grátis e, como algumas vacinas, só é necessário fazer uma vez]
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Há muito que as coisas para aí caminham, um pouco por todo o lado. Mas nos últimos tempos, entre nós, tudo se tem precipitado. Instalou-se no sistema mediático português uma barbárie que lhe é, em grande parte, anterior. Ou seja, o sistema mediático está claramente disfuncional, mas o problema é mais vasto, precede-o. É uma questão de cultura, de civilização.
O que me espanta, no comezinho dia-a-dia, não é tanto o atropelo constante, persistente, normalizado, das mais elementares regras do jornalismo, mas sim o caldo de cultura de que tudo isso resulta.
Para quem faz parte do sistema, a interrogação diária, permanente, não pode deixar de ser: "como lidar com isto?" Como participar nesta babel de barbárie sem perder a alma, sem perder o respeito por si próprio?
Por exemplo, vale a pena analisar, abordar, desmentir, de acordo com as regras normais destas coisas, um noticiário inteiro feito completamente à revelia das regras universalmente estabelecidas?
Como lidar com as evidentes contaminações dessa maneira de fazer as coisas que se sentem um pouco por todo o lado?
Ou isto
Que, pelo menos, uma equipa de “criativos”, um actor, uma jornalista, um director criativo numa agência, responsáveis numa agência de meios, chefias intermédias e administradores de uma empresa pública tenham participado no processo que produziu o vídeo de que se fala e que ninguém tenha tido um – ainda que ligeiro – assomo de indignação democrática. Mostra bem como o que nos separa da cultura anti-democrática é uma pequena película. Tão pequena que temos dificuldade em vê-la.
O que me espanta, no comezinho dia-a-dia, não é tanto o atropelo constante, persistente, normalizado, das mais elementares regras do jornalismo, mas sim o caldo de cultura de que tudo isso resulta.
Para quem faz parte do sistema, a interrogação diária, permanente, não pode deixar de ser: "como lidar com isto?" Como participar nesta babel de barbárie sem perder a alma, sem perder o respeito por si próprio?
Por exemplo, vale a pena analisar, abordar, desmentir, de acordo com as regras normais destas coisas, um noticiário inteiro feito completamente à revelia das regras universalmente estabelecidas?
Como lidar com as evidentes contaminações dessa maneira de fazer as coisas que se sentem um pouco por todo o lado?
Ou isto
Que, pelo menos, uma equipa de “criativos”, um actor, uma jornalista, um director criativo numa agência, responsáveis numa agência de meios, chefias intermédias e administradores de uma empresa pública tenham participado no processo que produziu o vídeo de que se fala e que ninguém tenha tido um – ainda que ligeiro – assomo de indignação democrática. Mostra bem como o que nos separa da cultura anti-democrática é uma pequena película. Tão pequena que temos dificuldade em vê-la.
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«Por vezes parece que as coisas serão assim: tu tens tal tarefa a cumprir, dispões de tantas forças quantas são necessárias para a levar a bom termo (nem muito, nem pouco, sem dúvida te é necessário concentrares-te, mas não tens que estar ansioso), com bastante tempo teu e boa vontade para ao trabalho, onde está o obstáculo ao êxito da imensa tarefa? Não percas tempo a procurá-lo, talvez não exista.»
Franz Kafka, Páginas Íntimas
sexta-feira, 20 de março de 2009
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Estamos naquela zona da montanha russa em que os carris - pensamos nós... - vão soltar-se irremediavelmente. Há gritos, braços no ar, sufoco. Ainda não sabemos - certezas só mesmo quando pusermos os pés em terra firme - que tudo acaba bem.
quarta-feira, 18 de março de 2009
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a propósito de pais e filhos, conversas complicadas, crescer...
[esta é uma das melhores versões que conheço desta canção. nova iorque, 2006]
[esta é uma das melhores versões que conheço desta canção. nova iorque, 2006]
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Hoje - aleluia! - consegui regressar a casa um pouco mais cedo.
E constatei que, por todo o bairro, repete-se a cena que tenho visto da minha janela. Há grupos de operários um pouco por todo lado, normalmente com uma carrinha ao pé, às vezes um buraco no chão, às vezes em cima de uma escada encostada à parede...
As carrinhas têm nomes de empresas que não conheço - devem ser pequenas ou médias... - embora em alguns locais se veja o dístico "Ao serviço da PT".
Amanhã, vou tentar meter conversa com o grupo que está aqui ao fim da rua desde a semana passada. A ver se passam o teste - serão cabo-verdianos ou ucranianos?
Hummm... ou muito me engano, ou aqui no meu bairro está a acontecer uma coisa um pouco bizarra - um investimento de proximidade. Ele há com cada coisa...
E constatei que, por todo o bairro, repete-se a cena que tenho visto da minha janela. Há grupos de operários um pouco por todo lado, normalmente com uma carrinha ao pé, às vezes um buraco no chão, às vezes em cima de uma escada encostada à parede...
As carrinhas têm nomes de empresas que não conheço - devem ser pequenas ou médias... - embora em alguns locais se veja o dístico "Ao serviço da PT".
Amanhã, vou tentar meter conversa com o grupo que está aqui ao fim da rua desde a semana passada. A ver se passam o teste - serão cabo-verdianos ou ucranianos?
Hummm... ou muito me engano, ou aqui no meu bairro está a acontecer uma coisa um pouco bizarra - um investimento de proximidade. Ele há com cada coisa...
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