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João. Ele está de volta! 30 de Julho no Pavilhão Atlântico :) beijo
terça-feira, 24 de março de 2009
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segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
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A Rolling Stone decidiu fazer uma lista das 100 pessoas que estão a mudar a América. Muito interessante:
We've ranked 100 artists and leaders, policymakers, writers, thinkers, scientists and provocateurs who are fighting every day to show us what is possible — whether it's engineering a new electrical grid, reinventing the way movies are made or challenging us to let go of our illusions and face the brave new world that stands before us. This list is not necessarily about power in the old-fashioned sense but about the power of ideas, the power of innovation, the power of making people think and making them move.
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Acho que quando o mundo acabar vai ser assim: ligamos a TSF e só se ouvem "pessoas a falar espanhol"... e depois o resto vocês adivinham.
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O código genético já existia. Coisas das Europas e de África que se concentraram na América. Faltava pegar nas peçazinhas de ADN e ir fazendo cadeias. Os anos de 66/67 foram simplesmente mágicos. Como mágicos foram os de 68/69, mas aqui já entre a euforia e a tragédia. A experimentação dos limites. Em 66/67, não. Estávamos ainda na pura inocência da descoberta. Por exemplo, este It Takes Two, gravado por Marvin Gaye e Kim Weston, precisamente em 66. Puro código genético. Conhecem alguma canção posterior em que isto não esteja lá?
[a audição integral de algumas canções neste serviço imeem exige pré-inscrição. é fácil, é grátis e, como algumas vacinas, só é necessário fazer uma vez]
[a audição integral de algumas canções neste serviço imeem exige pré-inscrição. é fácil, é grátis e, como algumas vacinas, só é necessário fazer uma vez]
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Há muito que as coisas para aí caminham, um pouco por todo o lado. Mas nos últimos tempos, entre nós, tudo se tem precipitado. Instalou-se no sistema mediático português uma barbárie que lhe é, em grande parte, anterior. Ou seja, o sistema mediático está claramente disfuncional, mas o problema é mais vasto, precede-o. É uma questão de cultura, de civilização.
O que me espanta, no comezinho dia-a-dia, não é tanto o atropelo constante, persistente, normalizado, das mais elementares regras do jornalismo, mas sim o caldo de cultura de que tudo isso resulta.
Para quem faz parte do sistema, a interrogação diária, permanente, não pode deixar de ser: "como lidar com isto?" Como participar nesta babel de barbárie sem perder a alma, sem perder o respeito por si próprio?
Por exemplo, vale a pena analisar, abordar, desmentir, de acordo com as regras normais destas coisas, um noticiário inteiro feito completamente à revelia das regras universalmente estabelecidas?
Como lidar com as evidentes contaminações dessa maneira de fazer as coisas que se sentem um pouco por todo o lado?
Ou isto
Que, pelo menos, uma equipa de “criativos”, um actor, uma jornalista, um director criativo numa agência, responsáveis numa agência de meios, chefias intermédias e administradores de uma empresa pública tenham participado no processo que produziu o vídeo de que se fala e que ninguém tenha tido um – ainda que ligeiro – assomo de indignação democrática. Mostra bem como o que nos separa da cultura anti-democrática é uma pequena película. Tão pequena que temos dificuldade em vê-la.
O que me espanta, no comezinho dia-a-dia, não é tanto o atropelo constante, persistente, normalizado, das mais elementares regras do jornalismo, mas sim o caldo de cultura de que tudo isso resulta.
Para quem faz parte do sistema, a interrogação diária, permanente, não pode deixar de ser: "como lidar com isto?" Como participar nesta babel de barbárie sem perder a alma, sem perder o respeito por si próprio?
Por exemplo, vale a pena analisar, abordar, desmentir, de acordo com as regras normais destas coisas, um noticiário inteiro feito completamente à revelia das regras universalmente estabelecidas?
Como lidar com as evidentes contaminações dessa maneira de fazer as coisas que se sentem um pouco por todo o lado?
Ou isto
Que, pelo menos, uma equipa de “criativos”, um actor, uma jornalista, um director criativo numa agência, responsáveis numa agência de meios, chefias intermédias e administradores de uma empresa pública tenham participado no processo que produziu o vídeo de que se fala e que ninguém tenha tido um – ainda que ligeiro – assomo de indignação democrática. Mostra bem como o que nos separa da cultura anti-democrática é uma pequena película. Tão pequena que temos dificuldade em vê-la.
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«Por vezes parece que as coisas serão assim: tu tens tal tarefa a cumprir, dispões de tantas forças quantas são necessárias para a levar a bom termo (nem muito, nem pouco, sem dúvida te é necessário concentrares-te, mas não tens que estar ansioso), com bastante tempo teu e boa vontade para ao trabalho, onde está o obstáculo ao êxito da imensa tarefa? Não percas tempo a procurá-lo, talvez não exista.»
Franz Kafka, Páginas Íntimas
sexta-feira, 20 de março de 2009
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Estamos naquela zona da montanha russa em que os carris - pensamos nós... - vão soltar-se irremediavelmente. Há gritos, braços no ar, sufoco. Ainda não sabemos - certezas só mesmo quando pusermos os pés em terra firme - que tudo acaba bem.
quarta-feira, 18 de março de 2009
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a propósito de pais e filhos, conversas complicadas, crescer...
[esta é uma das melhores versões que conheço desta canção. nova iorque, 2006]
[esta é uma das melhores versões que conheço desta canção. nova iorque, 2006]
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Hoje - aleluia! - consegui regressar a casa um pouco mais cedo.
E constatei que, por todo o bairro, repete-se a cena que tenho visto da minha janela. Há grupos de operários um pouco por todo lado, normalmente com uma carrinha ao pé, às vezes um buraco no chão, às vezes em cima de uma escada encostada à parede...
As carrinhas têm nomes de empresas que não conheço - devem ser pequenas ou médias... - embora em alguns locais se veja o dístico "Ao serviço da PT".
Amanhã, vou tentar meter conversa com o grupo que está aqui ao fim da rua desde a semana passada. A ver se passam o teste - serão cabo-verdianos ou ucranianos?
Hummm... ou muito me engano, ou aqui no meu bairro está a acontecer uma coisa um pouco bizarra - um investimento de proximidade. Ele há com cada coisa...
E constatei que, por todo o bairro, repete-se a cena que tenho visto da minha janela. Há grupos de operários um pouco por todo lado, normalmente com uma carrinha ao pé, às vezes um buraco no chão, às vezes em cima de uma escada encostada à parede...
As carrinhas têm nomes de empresas que não conheço - devem ser pequenas ou médias... - embora em alguns locais se veja o dístico "Ao serviço da PT".
Amanhã, vou tentar meter conversa com o grupo que está aqui ao fim da rua desde a semana passada. A ver se passam o teste - serão cabo-verdianos ou ucranianos?
Hummm... ou muito me engano, ou aqui no meu bairro está a acontecer uma coisa um pouco bizarra - um investimento de proximidade. Ele há com cada coisa...
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Anda por aí mais uma civilizada discussão sobre um grupo de alunos ciganos, desculpem, de "etnia cigana", que estão a ter aulas num contentor, separados dos restantes. Todos os dias há versões contraditórias, nomeadamente acerca da autorização (ou não) da tal "comunidade cigana" para tal procedimento.
Entretanto, na zona de Aveiro, uma aluna de 13 anos agrediu com violência uma professora. As notícias, cumprindo todos os requisitos da deontologia, omitem a "etnia". Percebi hoje que havia uma "etnia" quando vi umas fotos num jornal.
Sei que não será politicamente correcto dizê-lo, mas parece-me que, no caso de algumas "etnias", o principal esforço de integração tem de ser feito por elas e não pelas outras... "etnias?"
Entretanto, na zona de Aveiro, uma aluna de 13 anos agrediu com violência uma professora. As notícias, cumprindo todos os requisitos da deontologia, omitem a "etnia". Percebi hoje que havia uma "etnia" quando vi umas fotos num jornal.
Sei que não será politicamente correcto dizê-lo, mas parece-me que, no caso de algumas "etnias", o principal esforço de integração tem de ser feito por elas e não pelas outras... "etnias?"
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
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Há uns tempos procurei, muito a sério, uma foto de Nobuyoshi Araki que tinha visto e de que perdera o rasto. Tropocei nela hoje. Infelizmente é "impublicável". Melhor - não sei como publicá-la. Agora.
Por uma coincidência que não sei explicar, a redescoberta aconteceu pouco depois de ver uma referência a Nobuyoshi aqui. E de ter lido sobre o japão em caixa baixa aqui. E nada disto tem a ver com nada, ou sequer com a foto. Qual foto? Talvez um dia...
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Com que então querias uma revolução? Eh eh...
The legendary, unreleased "Revolution 1 (Take 20)" has surfaced. Mark Lewisohn tells us in The Beatles Recording Sessions that this take (#18, revised to #20 after overdubs) was the first track recorded for The White Album, begun on May 30, 1968. Takes 1-17 were shorter, more conventional versions of the song, but #18 (the take edited for inclusion on the album) went on for over 10 minutes, dissolving into chaos and inspiring the infamous "Revolution 9" - which used some of this track's sounds, effects & voices (like Yoko Ono's familiar "you become naked"). Is it real? Knowledgeable die-hards think so... and it sounds great.
The legendary, unreleased "Revolution 1 (Take 20)" has surfaced. Mark Lewisohn tells us in The Beatles Recording Sessions that this take (#18, revised to #20 after overdubs) was the first track recorded for The White Album, begun on May 30, 1968. Takes 1-17 were shorter, more conventional versions of the song, but #18 (the take edited for inclusion on the album) went on for over 10 minutes, dissolving into chaos and inspiring the infamous "Revolution 9" - which used some of this track's sounds, effects & voices (like Yoko Ono's familiar "you become naked"). Is it real? Knowledgeable die-hards think so... and it sounds great.
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O "Magalhães" é o maior assassino da leitura em Portugal, António Barreto, revista Ler, Março de 2009.
Quando eu era puto, passava os invernos dentro das lareiras dos meus avós. Vocês, se calhar, não estão a ver - eram daquelas lareiras enormes, que começavam no chão, iam até ao tecto, e dentro das quais cabia a família toda à volta da lenha que crepitava.
Pois eu, o que gostava nesses invernos era de me meter na lareira a ver a lenha crepitar, a adivinhar os sulcos de fogo que cada tipo de madeira desenhava. Não havia televisão, nem sequer havia luz eléctrica. Só o crepitar aconchegador da lenha.
Naquele tempo, a lareira era o maior assassino da minha leitura. E olhem que já tinha mais que idade para o Sandokan.
Os livros vieram mais tarde, e não, não li nem o Hegel, nem o Camus, nem o Sartre antes de tempo. Nunca li o Guerra e Paz (hei-de ler, digo eu, talvez noutra lareira...). Mas li muito daquilo de que ainda gosto muito - o Eça, os americanos (Mailer, Miller, Fitzgerald...), o Moravia, o Lampedusa e mais uma data deles. Até os calhamaços de uma edição lux dos Miseráveis (talvez tenha sido atraído, precisamente, pelos dourados da capa de um livro chamado Miseráveis...).
Não sei quando comecei a ler assim. Sei que já não havia lareira, essa assassina.
domingo, 15 de março de 2009
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A Motown comemora por estes dias 50 anos de existência. E as lojas enchem-se de discos comemorativos. Aproveite quem puder. Sem a Motown, o mundo seria muito, mas muito, mais triste. Por exemplo, há lá coisa mais bonita de se dizer que "sugar pie, honey bunch..."?
[a audição integral de algumas canções neste serviço imeem exige pré-inscrição. é fácil, é grátis e, como algumas vacinas, só é necessário fazer uma vez]
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Admiro a harmonia, a poesia até, com que o Fisco actua.
Estou a tratar dos papéis do IRS a ver se saco algum para pagar o imposto da casa em Abril. A segunda parte do imposto da casa, em Setembro, há-de ser paga com o subsídio de férias.
Estou a tratar dos papéis do IRS a ver se saco algum para pagar o imposto da casa em Abril. A segunda parte do imposto da casa, em Setembro, há-de ser paga com o subsídio de férias.
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Professores dizem estar a virar técnicos informáticos
Aprender sempre até morrer.
Um lema antigo que os tempos modernos actualizaram. Aprender sempre até morrer.
Um lema que se aplica a toda a gente, menos aos professores portugueses. Parece que até o básico Magalhães lhes mete confusão. Lembro-me que tiveram o mesmo problema quando se passou da ardósia negra e do giz para o quadro branco e o marcador.
Aprender sempre até morrer.
Um lema antigo que os tempos modernos actualizaram. Aprender sempre até morrer.
Um lema que se aplica a toda a gente, menos aos professores portugueses. Parece que até o básico Magalhães lhes mete confusão. Lembro-me que tiveram o mesmo problema quando se passou da ardósia negra e do giz para o quadro branco e o marcador.
sábado, 14 de março de 2009
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Os jornais de sábado são um problema. Basicamente, são muitos. O que, de alguma forma, os incompatibiliza com os dias de Primavera antecipada com que estamos a ser brindados.
Mesmo assim... hoje comoveram-me especialmente duas histórias.
No Sol, a manchete: "Teixeira dos Santos vai substituir Constâncio" [note-se que o mandato do segundo só acaba em... 2011, e que, pelo meio, ainda há eleições].
No Expresso, revela-se, também na primeira página, mas mais discretamente, que "D. Afonso Henriques afinal é de Viseu", uma "notícia" que seguramente terá enchido de alegria o coração de todos os viseenses.
Pela parte que me toca, dormirei um pouco mais descansado esta noite - dois dos maiores mistérios da Humanidade foram revelados neste sábado, 14 de Março de 2009. Um grande bem haja!
Mesmo assim... hoje comoveram-me especialmente duas histórias.
No Sol, a manchete: "Teixeira dos Santos vai substituir Constâncio" [note-se que o mandato do segundo só acaba em... 2011, e que, pelo meio, ainda há eleições].
No Expresso, revela-se, também na primeira página, mas mais discretamente, que "D. Afonso Henriques afinal é de Viseu", uma "notícia" que seguramente terá enchido de alegria o coração de todos os viseenses.
Pela parte que me toca, dormirei um pouco mais descansado esta noite - dois dos maiores mistérios da Humanidade foram revelados neste sábado, 14 de Março de 2009. Um grande bem haja!
sexta-feira, 13 de março de 2009
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Mário Crespo começou hoje o seu manuelamouraguedesciário com um espanto aderente, mas bem encenado, acerca do piquenicão liderado por Jerónimo de Sousa que invadiu a cidade durante a tarde. E depois, numa daquelas tiradas demagóg... perdão, dramáticas, manifestou a sua pena por não podermos ouvir as razões de cada um dos 200 mil - disse ele - que lá estiveram. E foi aí que dei graças a Deus por a comunicação social portuguesa ter as vistas curtas. Imaginem que o Crespo, num rasgo de criatividade que não lhe estranharíamos, lhe dava para querer ouvir os 9 milhões e 800 mil que lá não estiveram!
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