quinta-feira, 5 de março de 2009
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... a fotografia com passarinhos que está aqui em cima é do concurso da sony e aqueles não são os meus pés ... twitter sucks ... hoje, escrevi no perfil No Blogger desde 25 de Junho de 2003 ... a canção dos Puppets é de 2008, mas só hoje descobri a capa do single ... já tinha gostado da capa do CD e acho que a miúda é a mesma ... sou um esteta, no fundo, acho eu.
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Há três, quatro anos, passava os meus dias entre jornalistas. Hoje, passo os dias "do outro lado" dos jornalistas.
Constato que digo hoje o mesmo que dizia há quatro, cinco anos, acerca do exercício do jornalismo e das relações dos jornalistas com o que os rodeia, a matéria-prima da sua razão de existir.
É isso que me permite manter a consciência completamente tranquila, seja quando me olho ao espelho, seja quando olho para trás. O mesmo sentimento. Tenho blogues desde Junho de 2003, que não me deixariam mentir.
Mas isso, que é motivo da minha satisfação, nada, mas mesmo nada, abona a favor do jornalismo.
Constato que digo hoje o mesmo que dizia há quatro, cinco anos, acerca do exercício do jornalismo e das relações dos jornalistas com o que os rodeia, a matéria-prima da sua razão de existir.
É isso que me permite manter a consciência completamente tranquila, seja quando me olho ao espelho, seja quando olho para trás. O mesmo sentimento. Tenho blogues desde Junho de 2003, que não me deixariam mentir.
Mas isso, que é motivo da minha satisfação, nada, mas mesmo nada, abona a favor do jornalismo.
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Do relativismo (2)
«Cinco dias depois do assassínio de Nino Vieira, continuam a surgir versões distintas sobre como morreu o Chefe de Estado guineense.
O escritor britânico Frederick Forsyth, que chegou a Bissau no domingo, assegura que Nino teve uma morte "lenta e bárbara". Em declarações à BBC, Forsyth afirmou que o presidente "foi ferido numa explosão, atingido com tiros e cortado em pedaços com golpes de catana".
"Eles entraram na casa do presidente Nino e lançaram uma bomba pela janela. O telhado ruiu e ele ficou ferido. Tentou levantar-se e foi baleado, mas não mortalmente. Foi então que eles o cortaram em pedaços", afirma Forsyth, que obteve as informações durante um jantar com um perito que acompanha as investigações. Refira-se que o escritor se deslocou a Bissau para fazer pesquisas para um novo livro.
A versão avançada por Forsyth é uma de entre muitas contadas em Bissau. O jornal cabo-verdiano ‘A Semana Online’ faz eco de uma delas, segundo a qual Nino terá sido "degolado à maneira balanta, etnia do general Tagma Na Waie", assassinado no domingo. Há uma outra que refere que deceparam as mãos do presidente. Por outro lado, o CM contactou uma fonte castrense em Bissau segundo a qual Nino foi golpeado à catanada depois de morto.
«Cinco dias depois do assassínio de Nino Vieira, continuam a surgir versões distintas sobre como morreu o Chefe de Estado guineense.
O escritor britânico Frederick Forsyth, que chegou a Bissau no domingo, assegura que Nino teve uma morte "lenta e bárbara". Em declarações à BBC, Forsyth afirmou que o presidente "foi ferido numa explosão, atingido com tiros e cortado em pedaços com golpes de catana".
"Eles entraram na casa do presidente Nino e lançaram uma bomba pela janela. O telhado ruiu e ele ficou ferido. Tentou levantar-se e foi baleado, mas não mortalmente. Foi então que eles o cortaram em pedaços", afirma Forsyth, que obteve as informações durante um jantar com um perito que acompanha as investigações. Refira-se que o escritor se deslocou a Bissau para fazer pesquisas para um novo livro.
A versão avançada por Forsyth é uma de entre muitas contadas em Bissau. O jornal cabo-verdiano ‘A Semana Online’ faz eco de uma delas, segundo a qual Nino terá sido "degolado à maneira balanta, etnia do general Tagma Na Waie", assassinado no domingo. Há uma outra que refere que deceparam as mãos do presidente. Por outro lado, o CM contactou uma fonte castrense em Bissau segundo a qual Nino foi golpeado à catanada depois de morto.
quarta-feira, 4 de março de 2009
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Do relativismo
É claro que há sempre a hipótese de estarmos a levantar dinheiro no multibanco de uma estação de serviço e levarmos com um carro desgovernado em cima.
É claro que há sempre a hipótese de estarmos a levantar dinheiro no multibanco de uma estação de serviço e levarmos com um carro desgovernado em cima.
terça-feira, 3 de março de 2009
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Uma pessoa passa hoje os olhos pelos jornais, pelas televisões, pelos blogues e só pode concluir que o consumo de uísque deve ter disparado nas últimas semanas, ou então alguma mosca do deserto está a corroer lentamente o discernimento das gentes. O desvario é total. A baboseira generalizada. A parvoíce a moeda de troca para emitir opinião. Como escreveu um dia um desses, que não me apetece nomear, "sopram ventos de loucura"...
Que a lucidez comece a ser um bem escasso, eis a nossa tragédia.
Que a lucidez comece a ser um bem escasso, eis a nossa tragédia.
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Rescue workers are searching for three people believed to be missing after a building collapsed in the German city of Cologne, officials have said.
The archive building dated from the 1970s and contained 65,000 original documents, some of them dating back more than 1,000 years.
E se fosse em Portugal - e não na super Alemanha?
Teríamos os abutres a sobrevoar a Pátria desmazelada, que nem o seu passado sabe preservar. Teríamos as hienas a uivar, exigindo um sonoro rolar de cabeças. A começar pelos blogues que, como se sabe, são hoje o último reduto de liberdade, num país rigorosamente vigiado, claustrofóbico, em que as televisões e os jornais não podem mais que obedecer.
The archive building dated from the 1970s and contained 65,000 original documents, some of them dating back more than 1,000 years.
E se fosse em Portugal - e não na super Alemanha?
Teríamos os abutres a sobrevoar a Pátria desmazelada, que nem o seu passado sabe preservar. Teríamos as hienas a uivar, exigindo um sonoro rolar de cabeças. A começar pelos blogues que, como se sabe, são hoje o último reduto de liberdade, num país rigorosamente vigiado, claustrofóbico, em que as televisões e os jornais não podem mais que obedecer.
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A me no me piace prostituzione intellettuale. No me piace... Me piace l'onestà intellettuale.
Negli ultimi giorni, una grandissima manipolazione intellettuale, grandissima,
grandissima
Per 91 giorni sono capace di fare una conferenza stampa medioevale.
Io parlo con la stampa perchè sono obbligato.
Negli ultimi giorni, una grandissima manipolazione intellettuale, grandissima,
grandissima
Per 91 giorni sono capace di fare una conferenza stampa medioevale.
Io parlo con la stampa perchè sono obbligato.
domingo, 1 de março de 2009
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Projectos de vida (série esdrúxula)
Correr a maratona. No mínimo, uma daquelas meias numa ponte de Lisboa.
A maratona como metáfora da vida. Andamos todos muito entretidos com os cem metros barreiras. Divertimo-nos imenso a passar o testemunho nas estafetas. Mas a vida, como eu gostava de a viver, é uma maratona. Meia, vá lá.
Correr a maratona. No mínimo, uma daquelas meias numa ponte de Lisboa.
A maratona como metáfora da vida. Andamos todos muito entretidos com os cem metros barreiras. Divertimo-nos imenso a passar o testemunho nas estafetas. Mas a vida, como eu gostava de a viver, é uma maratona. Meia, vá lá.
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Passei pelas televisões e lá estavam eles, os comentadores de serviço. O horror, a vergonha, a demagogia... Sócrates aproveitou o Congresso para politizar o caso Freeport. Saí para confirmar nos jornais - o caso Freeport está em todas as secções de Política. Sendo que, segundo a única autoridade que o pode afirmar (a PGR), na lista de suspeitos não existem políticos. Estou esclarecido. Agora vou à minha vida.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
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Falávamos, salvo erro, de jornais e jornalistas famosos, quando, às tantas, atirei:
- Acho que estás a ser ingénuo, o gajo é um mercenário...
- Sim, será. Mas é o nosso mercenário. Sabes, como naquela história do filho da puta. "O gajo é um filho da puta, mas é o nosso filho da puta..."
- Hum... Não estaria tão descansado. Por definição, nunca podemos chamar nosso a um mercenário.
- Acho que estás a ser ingénuo, o gajo é um mercenário...
- Sim, será. Mas é o nosso mercenário. Sabes, como naquela história do filho da puta. "O gajo é um filho da puta, mas é o nosso filho da puta..."
- Hum... Não estaria tão descansado. Por definição, nunca podemos chamar nosso a um mercenário.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
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Volta Joana, estás perdoada
Desde que foi saneada no Bloco, Joana Amaral Dias tem sido mais frequente no Bicho Carpinteiro. Além do Bloco, ninguém ganhou grande coisa com a troca.
Desde que foi saneada no Bloco, Joana Amaral Dias tem sido mais frequente no Bicho Carpinteiro. Além do Bloco, ninguém ganhou grande coisa com a troca.
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Imagino já o coro de indignados com a frase de José Sócrates: "Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe...".
Os comentadores têm pasto para muitos dias. Meu Deus, que ele falou num caso que está em investigação na justiça. E é a justiça que há-de julgar, meu Deus. E o povo, meu Deus, não se sobrepõe à lei. E, ai meu Deus, isto é populismo no seu pior.
Os comentadores adoram armar-se em anjinhos. Eles estão fartos de saber que Sócrates não falava disso. Porque não é isso que aí está.
[Act. sábado à tarde: ainda pensei em mostrar aqui um ou dois exemplos do que acima está escrito. Desisti - é disso mesmo que falam todos os do costume e até os outros. Basta ver os blogues, as televisões... os jornais de amanhã.]
[Act. sábado à noite: Eis um bom resumo.]
Os comentadores têm pasto para muitos dias. Meu Deus, que ele falou num caso que está em investigação na justiça. E é a justiça que há-de julgar, meu Deus. E o povo, meu Deus, não se sobrepõe à lei. E, ai meu Deus, isto é populismo no seu pior.
Os comentadores adoram armar-se em anjinhos. Eles estão fartos de saber que Sócrates não falava disso. Porque não é isso que aí está.
[Act. sábado à tarde: ainda pensei em mostrar aqui um ou dois exemplos do que acima está escrito. Desisti - é disso mesmo que falam todos os do costume e até os outros. Basta ver os blogues, as televisões... os jornais de amanhã.]
[Act. sábado à noite: Eis um bom resumo.]
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In the absence of your touch
And in the absence of loved ones
I have decided I’m throwing my arms around all of paris because only stone and steel accept my love
In the absence of your smiling face
I traveled all over the place
and I have decided I’m throwing my arms around all of paris because only stone and steel accept my love
I’m throwing my arms around all of paris because only stone and steel accept my love.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
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A Quadratura da TVI-24 tem nome de programa de futebol (ou será ciclismo?) e tem o Vital Moreira e o Vasco Pulido Valente.
É um exercício interessante - parece feito à medida para demonstrar a diferença entre o opinador informado e o fulano que só manda umas bocas.
Apostilha: uma das coisas mais divertidas foi o barafustar de VPV a exigir que a Caixa explique publicamente e claramente todos os negócios que faz, a começar pelo da Cimpor/Manuel Fino; o mesmo VPV que, há umas semanas, barafustava em sentido contrário em frente àquela senhora que apresenta uma coisa às sextas-feiras pelas oito da noite - que não, que a Caixa é um banco e, como tal, não tem nada que dar conta pública das relações com os seus clientes. De cair da cadeira. Literalmente.
É um exercício interessante - parece feito à medida para demonstrar a diferença entre o opinador informado e o fulano que só manda umas bocas.
Apostilha: uma das coisas mais divertidas foi o barafustar de VPV a exigir que a Caixa explique publicamente e claramente todos os negócios que faz, a começar pelo da Cimpor/Manuel Fino; o mesmo VPV que, há umas semanas, barafustava em sentido contrário em frente àquela senhora que apresenta uma coisa às sextas-feiras pelas oito da noite - que não, que a Caixa é um banco e, como tal, não tem nada que dar conta pública das relações com os seus clientes. De cair da cadeira. Literalmente.
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Não sei por onde andei entre 1982 e 87. Sei, mas por uma questão meramente estilística dá-me mais jeito fazer de conta. A verdade é que os Smiths me passaram completamente ao largo. E isso é um problema. Só não o é totalmente, porque, contas bem espremidas, há um ligeiro deslizamento geracional que me permite apresentar álibi. Talvez por me terem passado ao largo na altura certa, os Smiths não me dizem grande coisa.
Já Morrissey é outra coisa. Um dia explico porquê, se até lá encontrar explicação.
Este vídeo é do último disco. O gajo 'tá velho como o caraças...
Já Morrissey é outra coisa. Um dia explico porquê, se até lá encontrar explicação.
Este vídeo é do último disco. O gajo 'tá velho como o caraças...
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Dizem-me que sou demasiado pessimista sobre o jornalismo que se pratica em Portugal.
Talvez...
Eis um exemplo.
O jornalista Hugo Beleza, do Portugal Diário, assina uma peça sobre o debate quinzenal no Parlamento com o primeiro-ministro. Junto à assinatura, faz questão de salientar que "esteve no local", mas logo ressalva que "acompanhou o debate em directo a partir do Twitter" (???). Mais intrigante é que, tendo estado no local, o lead da peça seja feito com... uma citação da Lusa.
Resultado de toda esta pessegada:
- o título: Sócrates «criou um tabu» sobre o Freeport
- no texto, fica claro que essa foi uma acusação feita por um deputado de um partido de nome estranho (Verdes?) e que Sócrates, desmentindo a ideia do "tabu", respondeu às tais "responsabilidades políticas" de que falava o deputado verde.
Este é o tipo de jornalismo de que muitas pessoas gostam. Câmara de eco (da oposição, ainda melhor...). Ahhh... e não pensem que é apenas nos jornais virtuais.
Talvez...
Eis um exemplo.
O jornalista Hugo Beleza, do Portugal Diário, assina uma peça sobre o debate quinzenal no Parlamento com o primeiro-ministro. Junto à assinatura, faz questão de salientar que "esteve no local", mas logo ressalva que "acompanhou o debate em directo a partir do Twitter" (???). Mais intrigante é que, tendo estado no local, o lead da peça seja feito com... uma citação da Lusa.
Resultado de toda esta pessegada:
- o título: Sócrates «criou um tabu» sobre o Freeport
- no texto, fica claro que essa foi uma acusação feita por um deputado de um partido de nome estranho (Verdes?) e que Sócrates, desmentindo a ideia do "tabu", respondeu às tais "responsabilidades políticas" de que falava o deputado verde.
Este é o tipo de jornalismo de que muitas pessoas gostam. Câmara de eco (da oposição, ainda melhor...). Ahhh... e não pensem que é apenas nos jornais virtuais.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
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Um dos efeitos secundários mais perversos das leituras e extrapolações empolgadas de certos leitores compulsivos de jornais é o acantonamento dos jornalistas e, consequentemente, uma forte redução da sua liberdade.
Por exemplo, ao Pedro Sales ocorre que os jornalistas apenas podem fazer ao primeiro-ministro as mesmas perguntas da oposição, ou, em alternativa, as "estimulantes questões" de Alberto Martins.
Eu, antiquado que sou, preferia que os jornalistas não fizessem figuras de parvos ou de papagaios e fizessem o seu trabalho - fazer perguntas de... jornalistas.
Por exemplo, ao Pedro Sales ocorre que os jornalistas apenas podem fazer ao primeiro-ministro as mesmas perguntas da oposição, ou, em alternativa, as "estimulantes questões" de Alberto Martins.
Eu, antiquado que sou, preferia que os jornalistas não fizessem figuras de parvos ou de papagaios e fizessem o seu trabalho - fazer perguntas de... jornalistas.
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gajos destes aparece aí um por década
há dias, caiu-me em cima da mesa o disco de 2008 do gajo (terá mais? é coisa que vou ver depois). com o título fabuloso de i started out with nothing and i still got most of it left. fabuloso.
[O que os blogues têm de mau é isto. Um fulano não pode fingir que descobre coisas. Há sempre alguém que vem logo de dedo no ar: "Eu vi primeiro, eu vi primeiro...". Pronto, no Câmara Corporativa este "ganda maluco" está a rodar há umas semanas, ainda para mais na famosa série do Black Cab... E agora têm lá outro catita, que vou ouvir, já sem poder fingir: "Olhem que coisa mais maluca que eu descobri...". Pfff...]
há dias, caiu-me em cima da mesa o disco de 2008 do gajo (terá mais? é coisa que vou ver depois). com o título fabuloso de i started out with nothing and i still got most of it left. fabuloso.
[O que os blogues têm de mau é isto. Um fulano não pode fingir que descobre coisas. Há sempre alguém que vem logo de dedo no ar: "Eu vi primeiro, eu vi primeiro...". Pronto, no Câmara Corporativa este "ganda maluco" está a rodar há umas semanas, ainda para mais na famosa série do Black Cab... E agora têm lá outro catita, que vou ouvir, já sem poder fingir: "Olhem que coisa mais maluca que eu descobri...". Pfff...]
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