quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
...
Pequeño Vals Vienés
Federico Garcia Lorca / Leonard Cohen
Enrique Morente & Lagartija Nick
En Viena hay diez muchachas,
un hombro donde solloza la muerte
y un bosque de palomas disecadas.
Hay un fragmento de la mañana
en el museo de la escarcha.
Hay un salón con mil ventanas.
¡Ay, ay, ay, ay!
Toma este vals con la boca cerrada.
Este vals, este vals, este vals, este vals,
de sí, de muerte y de coñac
que moja su cola en el mar.
Te quiero, te quiero, te quiero,
con la butaca y el libro muerto,
por el melancólico pasillo,
en el oscuro desván del lirio,
en nuestra cama de la luna
y en la danza que sueña la tortuga.
¡Ay, ay, ay, ay!
Toma este vals de quebrada cintura.
En Viena hay cuatro espejos
donde juegan tu boca y los ecos.
Hay una muerte para piano
que pinta de azul a los muchachos.
Hay mendigos por los tejados,
hay frescas guirnaldas de llanto.
¡Ay, ay, ay, ay!
Toma este vals que se muere en mis brazos.
Porque te quiero, te quiero, amor mío,
en el desván donde juegan los niños,
soñando viejas luces de Hungría
por los rumores de la tarde tibia,
viendo ovejas y lirios de nieve
por el silencio oscuro de tu frente.
¡Ay, ay, ay, ay!
Toma este vals, este vals del "Te quiero siempre".
En Viena bailaré contigo
con un disfraz que tenga
cabeza de río.
¡Mira qué orillas tengo de jacintos!
Dejaré mi boca entre tus piernas,
mi alma en fotografías y azucenas,
y en las ondas oscuras de tu andar
quiero, amor mío, amor mío, dejar,
violín y sepulcro, las cintas del vals.
...
Dizer mal dos bancos é do mais in que há. E então à esquerda... Diga-se de passagem que os tais dos bancos também se puseram (e ainda põem, ainda põem...) a jeito. Não posso por isso deixar de saudar o sentido de humor do BES. Há vários meses que permite, na imaculada pedra branca da sua agência do Conde Barão, em Lisboa, este fabuloso graffiti:
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
...
Escolher uma única canção, de vida, de amor, canção apenas, uma única, é coisa que não faço. Mas esta tem uma série de coisas, muitas coisas mesmo, de que gosto muito. Tanto.
...
Eh pá, desculpem lá. Eu disse "esquerda"? Nããã... eu queria dizer "esquerdas". É assim que agora se diz, conforme esclareceu Joana Amaral Dias.
O momento é histórico. Antes, havia a esquerda, no singular, que tinha três partidos (PC, PCP e BE). Agora, há as esquerdas, no plural, que só tem um partido (BE). E ainda dizem que a matemática não é uma das mais belas formas de poesia.
O momento é histórico. Antes, havia a esquerda, no singular, que tinha três partidos (PC, PCP e BE). Agora, há as esquerdas, no plural, que só tem um partido (BE). E ainda dizem que a matemática não é uma das mais belas formas de poesia.
...
O Manuel Alegre está na SIC. Acho que bate o Louçã por KO - diz "esquerda" muito mais vezes. E agora acaba de dizer que o Orçamento do Estado tem pouco dinheiro para a promoção e a difusão da língua portuguesa. Estou impressionado! Ah... é verdade, e falou da Grécia. Ah, a Grécia...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
...
Isto começa a ser preocupante - os assuntos sobre os quais não tenho nada, mas mesmo nada, a dizer. Por exemplo, o Manuel Alegre e o forum da verdadeira esquerda. O que era mesmo aquilo!?
domingo, 14 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
...
Hoje, deu-me para espreitar o Louçã na Judite. O homem tem uma obsessão - tirar a maioria absoluta a Sócrates. E, nos cinco minutos que aguentei, disse "esquerda" 84 vezes. O Luís M. Jorge, presumo, a esta hora ainda está em transe.
...
Aconteceu mesmo agora. A ministra da Educação é rodeada pelos jornalistas à entrada para uma reunião. Após responder, durante uns minutos, a várias questões, a ministra, delicadamente, rompe o cerco e dirige-se para a reunião. A jornalista da RTP vira-se para a câmera e começa: A ministra não responde às questões dos jornalistas...
...
Não conheço nada mais alucinado que os diálogos entre Mário Crespo e Joaquim Aguiar. Nunca perco. Ontem, houve mais um.
[Ooops... falei cedo de mais. Estão mesmo agora a dar uns excertos de mais (!) uma entrevista a Medina Carreira...]
[Ooops... falei cedo de mais. Estão mesmo agora a dar uns excertos de mais (!) uma entrevista a Medina Carreira...]
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
...
Era um crítico que se levava tão a sério, tão a sério, que só comprava obras por si próprio recomendadas.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
...
Durante uns anos, frequentei uma profissão repleta de iluminados. De pessoas com espírito de missão. Uma profissão tão especial que até tem um Código Deontológico próprio (que poucos o levem a sério é assunto para outro texto...), que até reivindica para si própria imunidades especiais, que até se arroga o direito de não admitir ser escrutinada (não acreditem quando ouvirem o contrário...), que até inventou Provedores (com caixa alta...) para dormir de consciência anestesiada enquanto a populaça abre a boca com o arremedo de auto-crítica, que, enfim, até gostaria de ser pastoreada por uma Ordem porque uma Ordem é coisa de gente importante e mais importante que essa gente não há.
Penso que foi nesse caldo de cultura (!?) que cresceu a minha aversão a profissões com espírito de missão. Uma profissão é uma profissão. Sim, este texto é, essencialmente, sobre professores.
Penso que foi nesse caldo de cultura (!?) que cresceu a minha aversão a profissões com espírito de missão. Uma profissão é uma profissão. Sim, este texto é, essencialmente, sobre professores.
...
Há uma semana que ando a passar a 70 (e às vezes mesmo a 80...) naqueles radares que dizem 50. Espero que a Polícia Municipal de Lisboa não se importe.
...
A perfeição, é certo, não existe, minha amiga. Mas é algo que se deve almejar (oh... vocês sabem lá o que me apetecia escrever esta palavra...).
[Ainda a tempo: a avaliar pelo que se escreve nos comentários, não falta quem almeje].
[Ainda a tempo: a avaliar pelo que se escreve nos comentários, não falta quem almeje].
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
...
Foi com algum espanto (enfim, o possível, que uma pessoa já pouco se espanta...) que li alguns comentários inflamados (especialmente à esquerda) acerca das últimas sondagens. Como se o diminuto elevador das décimas que sobem e décimas que descem pudesse mudar radicalmente alguma coisa. Vale a pena, por isso, ler este texto [O espanto com as sondagens apenas prova que muita gente vive na lua]. A começar pelo fim.
domingo, 7 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
...
ainda as canções de amor...
conheço várias versões desta canção (até da Celine Dion... brrrggg). mas esta, de Johnny Cash (encarecidamente vos peço que não vejam o vídeo completamente despropositado; ouçam apenas a canção, de preferência às escuras...), vai onde poucas, muito poucas, canções chegam. não apenas pela interpretação do grande Cash, mas também pela produção de Rick Rubin (a presença do órgão torna estes quatro minutos numa experiência pouco menos que mística).
conheço várias versões desta canção (até da Celine Dion... brrrggg). mas esta, de Johnny Cash (encarecidamente vos peço que não vejam o vídeo completamente despropositado; ouçam apenas a canção, de preferência às escuras...), vai onde poucas, muito poucas, canções chegam. não apenas pela interpretação do grande Cash, mas também pela produção de Rick Rubin (a presença do órgão torna estes quatro minutos numa experiência pouco menos que mística).
Subscrever:
Mensagens (Atom)



