quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

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Gosto destes momentos - Manoel de Oliveira faz 100 anos e eu não tenho nada a dizer. Nada.

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Não conheço nada mais alucinado que os diálogos entre Mário Crespo e Joaquim Aguiar. Nunca perco. Ontem, houve mais um.
[Ooops... falei cedo de mais. Estão mesmo agora a dar uns excertos de mais (!) uma entrevista a Medina Carreira...]

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

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Era um crítico que se levava tão a sério, tão a sério, que só comprava obras por si próprio recomendadas.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

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Durante uns anos, frequentei uma profissão repleta de iluminados. De pessoas com espírito de missão. Uma profissão tão especial que até tem um Código Deontológico próprio (que poucos o levem a sério é assunto para outro texto...), que até reivindica para si própria imunidades especiais, que até se arroga o direito de não admitir ser escrutinada (não acreditem quando ouvirem o contrário...), que até inventou Provedores (com caixa alta...) para dormir de consciência anestesiada enquanto a populaça abre a boca com o arremedo de auto-crítica, que, enfim, até gostaria de ser pastoreada por uma Ordem porque uma Ordem é coisa de gente importante e mais importante que essa gente não há.
Penso que foi nesse caldo de cultura (!?) que cresceu a minha aversão a profissões com espírito de missão. Uma profissão é uma profissão. Sim, este texto é, essencialmente, sobre professores.

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Há uma semana que ando a passar a 70 (e às vezes mesmo a 80...) naqueles radares que dizem 50. Espero que a Polícia Municipal de Lisboa não se importe.

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Antes de se tornar politicamente desinteressante (eh, eh...), FNV escreveu a melhor série da blogosfera doméstica. Pena eu não ser nem jornalista, nem lisboeta, nem ter partido, nem ser engraçado, nem nada, só para ir a Coimbra contrariá-lo.

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A perfeição, é certo, não existe, minha amiga. Mas é algo que se deve almejar (oh... vocês sabem lá o que me apetecia escrever esta palavra...).
[Ainda a tempo: a avaliar pelo que se escreve nos comentários, não falta quem almeje].

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

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Foi com algum espanto (enfim, o possível, que uma pessoa já pouco se espanta...) que li alguns comentários inflamados (especialmente à esquerda) acerca das últimas sondagens. Como se o diminuto elevador das décimas que sobem e décimas que descem pudesse mudar radicalmente alguma coisa. Vale a pena, por isso, ler este texto [O espanto com as sondagens apenas prova que muita gente vive na lua]. A começar pelo fim.

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O slogan deste Inverno:

Adoptemos o Metro!

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pssst... vai um segredo? é natal, pois!




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Love songs, love stories.

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domingo, 7 de dezembro de 2008

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Gostava de ser um melhor leitor.

sábado, 6 de dezembro de 2008

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ainda as canções de amor...

conheço várias versões desta canção (até da Celine Dion... brrrggg). mas esta, de Johnny Cash (encarecidamente vos peço que não vejam o vídeo completamente despropositado; ouçam apenas a canção, de preferência às escuras...), vai onde poucas, muito poucas, canções chegam. não apenas pela interpretação do grande Cash, mas também pela produção de Rick Rubin (a presença do órgão torna estes quatro minutos numa experiência pouco menos que mística).


sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

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Das minhas memórias secretas - todos temos pequenos e grandes gestos nas nossas vidas que raramente contamos, porque não fazem sentido na nossa biografia, ou simplesmente porque não calha - consta o transporte do material dos Rádio Macau de uma vivenda de Rio de Mouro para uma tenda na Praça de Espanha. A conduzir uma carrinha a cair de podre.

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Em 1978, Marvin Gaye (1939-84) divorciou-se de Anna Gordy (irmão de Berry, o fundador da Motown). Uma das cláusulas do acordo de divórcio previa que Anna recebesse parte dos lucros da venda do próximo disco de Marvin. Contrariado, a princípio, Marvin Gaye acabou por gravar um extenso relato em que exorcizava a separação. O disco chama-se Here, My Dear, foi reeditado este ano e dele faz parte esta When Did You Stop Loving Me, When Did I Stop Loving You.

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Outra?

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Quereis uma canção de amor?

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Não, não consigo escolher uma canção de amor. Ou de desamor. Conseguiria, com tempo e paciência, encher um CD delas. Mas de uma coisa tenho a certeza, muitas seriam da linhagem da grande música negra - dos blues, R&B ou soul. E dos derivados que se lhe seguiram ao longo de décadas. É aí que a música mais desesperada se alia às palavras mais sinceras para fazer as mais belas e dolorosas canções.

















Já agora, vale a pena esperar por este filme.

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Noto que em alguns blogues se tenta encontrar a melhor canção de amor de sempre. A tarefa é interessante, pelo menos mais interessante que discutir as múltiplas crises que nos atormentam, mas que, na realidade, ainda ninguém viu.
Tem, pois, potencial lúdico, o que implica admitir à partida a impossibilidade de lá chegar.
Desde logo, as canções de amor (as outras também, mas as de amor ainda mais...) não existem isoladas. Elas dependem de contextos - da cultura e sensibilidade de quem as ouve; das circunstâncias em que são ouvidas.
Depois... o que é uma canção de amor? Assim às primeiras, consigo distinguir três categorias: as canções de amor propriamente ditas, as canções sobre o amor, e as canções de desamor (que inclui tudo o que tem a ver com o amor que acaba, que não se concretiza, que parte a alma...) Esta última categoria é, de longe, a mais produtiva e é, também, aquela onde se encontram as melhores canções. E, por paradoxal que pareça, é entre as canções de desamor que encontramos as melhores canções de amor. Confuso? Pois é...

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A legitimidade dos sectores não pode impedir a legitimidade democrática. A prevalecer alguma coisa, tem que ser a legitimidade resultante do voto. Seria mau que terminássemos isto de uma forma negativa, onde tudo parou mais uma vez, onde nada acontece.

Jorge Sampaio, Jornal de Negócios, 5.12.08, sobre o conflito professores/Governo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

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Por falar em Britney... a Rolling Stone, além de lhe dedicar a capa, disseca o comeback e mostra as 69 fotografias da vida dela.

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Nos últimos tempos, quase todos os dias ouço na televisão frases deste tipo:
"A terminar este noticiário, dizer-lhe que...".
Não percebo... Que raio de regra gramatical rege uma coisa destas?

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Concordar com João César das Neves. Ao que uma pessoa chega...

A nossa imprensa traz pouca informação. Muita análise, intriga, provocação, boato, emoção, combate, mas pouca informação. O público não quer jornalismo, quer entretenimento. Para ter sucesso o repórter precisa de ter graça, ser espirituoso, ver o aspecto insólito. Assume uma atitude de suposta cumplicidade com o leitor, ouvinte ou espectador desmontando para gáudio mútuo o ridículo que achou que devia reportar. Antecipa no relato o que assume ser o veredicto popular, condenando ou absolvendo aqueles que devia apenas retratar.

Relatar o sucedido é o que menos interessa. O jornalista vai ao evento para impor a agenda mediática que levou da sede. A inauguração de um projecto revolucionário, por exemplo, só importa pela oportunidade de fazer a pergunta incómoda ao governante sobre o escândalo do momento. Investimentos de milhões, trabalho de multidões, avanços e benefícios notáveis são detalhes omitidos pela intriga picante que obceca o periódico.

O mais curioso é que, embora a imprensa escrita e falada seja intensamente opinativa, nunca se assume em termos políticos. Não existe em Portugal o alinhamento ideológico explícito de jornais e emissoras de referência que existe em todos os países. O público não é informado da orientação do meio que escolheu, porque todos dizem apenas a verdade. Todos os repórteres têm opinião, mas todos são isentos de orientações e partidarismos. Os resultados são caricatos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

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A 17. Durante largos minutos, a Lua dançou com Vénus e Júpiter.
[e perguntas tu para que serve um blogue?]
--> imagens aqui.