quinta-feira, 27 de novembro de 2008
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Num jantar de trabalho, calhou-me esta semana um cromo para quem os sinais stop são um dos bloqueadores do nosso desenvolvimento. O fulano desenvolvia a tese, sem laivos de ironia, por entre uns bitaites acerca das características da alma portuguesa e umas dissertações aparentemente informadas sobre engenharia e planeamento urbano. Os sinais stop...
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Na verdade, é muito mais fácil opinar quando não se conhece. Se assim não fosse, não haveria tanta gente a opinar sobre tudo e mais umas botas um pouco por todo o lado.
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António Lobo Antunes, a nova estrela da publicidade portuguesa - um dos melhores momentos de humor dos últimos tempos [a seguir ao James Bonga, que também não é nada mau].
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«Toda a avaliação deverá ser transparente e partir do próprio avaliado. Nesta perspectiva, todos os critérios e vectores de avaliação têm de ser controlados pelo avaliado. A impossibilidade desse controlo inviabiliza um critério enquanto tal. O trabalho de auto-análise não é só importante, ele é indispensável a um modelo eficaz que pretenda reflectir o desempenho real, pelo que o processo deverá contemplar a auto-avaliação.»
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
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uma carícia que se descobre quase eterna. que nunca se cansa de o ser. um olhar que só é cúmplice se te deixares cativar. se lhe deres toda a atenção do mundo. se te perderes nele. um estar ali agradecido sem causa alguma. só, assim. o tempo que não se deixa prender. tudo flui. serenamente. languidamente, arrisco. a carícia, outra vez.
nos últimos meses, não é que as gatas tenham substituído as pessoas. apenas. mais que isso. de certa forma, mostraram-me caminhos há muito esquecidos ou nunca percorridos. as gatas, imagine-se. esses caminhos de serenidade, de paciência, de paz.
(...)
as gatas entraram na minha vida a contragosto. desconfortava-me a ideia da irracionalidade. que poderia tomar a forma de desarrumação, falta de higiene, fardos vários. aconteceu um pouco de tudo isso e mais uns cortinados rasgados, uma jarra de cristal quebrada, um sofá precocemente envelhecido.
(continua)
nos últimos meses, não é que as gatas tenham substituído as pessoas. apenas. mais que isso. de certa forma, mostraram-me caminhos há muito esquecidos ou nunca percorridos. as gatas, imagine-se. esses caminhos de serenidade, de paciência, de paz.
(...)
as gatas entraram na minha vida a contragosto. desconfortava-me a ideia da irracionalidade. que poderia tomar a forma de desarrumação, falta de higiene, fardos vários. aconteceu um pouco de tudo isso e mais uns cortinados rasgados, uma jarra de cristal quebrada, um sofá precocemente envelhecido.
(continua)
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A minha caixa de spam anda especialmente animada nesta época natalícia. Não falta quem me queira dar ideias, o que só vem provar que o spam não é, afinal, tão estúpido como o pintam. Num dos últimos mails, vinha esta sugestão, na secção "Don't know her size". Confesso que ainda não entendi totalmente a utilidade da cadeira. Com que "size" terá ela a vez?
domingo, 23 de novembro de 2008
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coisas completamente a despropósito: tenho o péssimo hábito de nunca anotar a data de aniversário das pessoas.
sábado, 22 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
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O Império


O mundo de Condi que Barack vai herdar. Uma leitura muito interessante. E um texto a guardar. Para, daqui a um ano, daqui a dois, daqui a três... irmos vendo o que muda. E o que não.
A propósito:
The US will remain the single most important actor but will be less dominant.


O mundo de Condi que Barack vai herdar. Uma leitura muito interessante. E um texto a guardar. Para, daqui a um ano, daqui a dois, daqui a três... irmos vendo o que muda. E o que não.
A propósito:
The US will remain the single most important actor but will be less dominant.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
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Há uns meses, corria na passadeira com o Cohen no iPod. Agora, estou a curtir mais o Fatboy Slim. Nunca tive grande fé na evolução das espécies.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
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Tratava de uma sopa de espinafres e vigiava o lento borbulhar de duas postas de pescada número cinco. A televisão estava ligada e foi assim que Teresa Guilherme me fez companhia por meia hora. Era aquele programa em que as pessoas, de forma voluntária mas a troco de dinheiro (lógico...), se vão humilhar e embaraçar a família. Uma degradação, clamaram há tempos os críticos e afins. Não me pareceu. Expôr a miséria humana já todos os noticiários fazem todos os dias, a todas as horas. E nem sequer pagam aos humilhados. O que me prendeu mesmo foi a Teresa Guilherme. Perdi o hábito da televisão prime-time e já não via a Teresa, talvez exagere um pouco, há uma dezena de anos. O que me surpreendeu é que está tal e qual as imitações que dela tenho visto em programas humorísticos. E me levantou a dúvida de se ainda será a Teresa ou já a Teresa a imitar a Teresa. A sopa de espinafres, essa, ficou óptima.
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O Ensaio Sobre a Cegueira é um belo filme. Não sei se respeita o livro, porque eu nunca leio os livros. A história, não estarei a revelar nada, presumo, gira à volta de uma cegueira repentina e temporária que atinge a Humanidade. Este tipo de ensaios são sempre interessantes, na medida em que permitem testar - ou, melhor, teorizar acerca de... - os comportamentos humanos em situações limite. A história do cinema está cheia de exemplos destes, entre os quais avultam os chamados filmes-catástrofe. Penso que ainda ninguém fez um livo ou um filme baseados num cenário em que um líder político livremente eleito suspende a democracia por seis meses para aplicar o seu programa. Na realidade, até há casos de líderes eleitos em liberdade que suspenderam a democracia, mas que gostaram tanto da ideia que a eternizaram. Não há por aí um autor que queira pegar na ideia dos seis meses? Personagem principal é coisa fácil de arranjar...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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Notícias da Disneylândia:
Educação: Alunos de Viseu manifestam-se por sentirem professores "cansados" com avaliação
[Lusa, 17 Nov 08]
Educação: Alunos de Viseu manifestam-se por sentirem professores "cansados" com avaliação
[Lusa, 17 Nov 08]
domingo, 16 de novembro de 2008
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Correio da Manhã - Alguns dos seus maiores críticos, dentro e fora do PS, são pessoas de esquerda ou partidos de esquerda. E os sindicatos que são normalmente ligados à esquerda ou a partidos políticos de esquerda. A senhora ministra é uma mulher de esquerda? Porque é tão atacada pela esquerda inteira, até a esquerda do PS, que é uma pergunta importante: considera-se uma mulher de esquerda?
Maria de Lurdes Rodrigues - Considero e acho que há a esquerda da retórica e a esquerda da acção.
Correio da Manhã - A esquerda da retórica é a que está neste momento a criticá-la?
Maria de Lurdes Rodrigues - Eu vejo discursos em defesa da escola pública e depois leio que são um conjunto de adjectivos, de ideias, nada de factos, que ignoram aquilo que se está a fazer em defesa da escola pública. Por exemplo, a escola pública é um tema que mobiliza muito a esquerda.
Correio da Manhã - Sim, sim.
Maria de Lurdes Rodrigues - Valorizar a escola pública. O que é que significa para esta esquerda que critica a escola a tempo inteiro, o alargamento da acção social escolar, refeições para todas as crianças do 1 º ciclo, transporte escolar, cursos profissionais em todas as escolas públicas, inglês para as crianças do 1 º ciclo, computadores individuais para os meninos do 1 º ciclo. O que é que isto significa? Nada. Nem uma palavra. E, portanto, eu acho que é uma esquerda que não apenas é a esquerda dos adjectivos, não sei exprimir de outra forma, como está capturada de uma visão que reduz a escola pública e a educação ao problema da condição dos professores. Estou a dizer-lhe com toda a sinceridade.
Maria de Lurdes Rodrigues - Considero e acho que há a esquerda da retórica e a esquerda da acção.
Correio da Manhã - A esquerda da retórica é a que está neste momento a criticá-la?
Maria de Lurdes Rodrigues - Eu vejo discursos em defesa da escola pública e depois leio que são um conjunto de adjectivos, de ideias, nada de factos, que ignoram aquilo que se está a fazer em defesa da escola pública. Por exemplo, a escola pública é um tema que mobiliza muito a esquerda.
Correio da Manhã - Sim, sim.
Maria de Lurdes Rodrigues - Valorizar a escola pública. O que é que significa para esta esquerda que critica a escola a tempo inteiro, o alargamento da acção social escolar, refeições para todas as crianças do 1 º ciclo, transporte escolar, cursos profissionais em todas as escolas públicas, inglês para as crianças do 1 º ciclo, computadores individuais para os meninos do 1 º ciclo. O que é que isto significa? Nada. Nem uma palavra. E, portanto, eu acho que é uma esquerda que não apenas é a esquerda dos adjectivos, não sei exprimir de outra forma, como está capturada de uma visão que reduz a escola pública e a educação ao problema da condição dos professores. Estou a dizer-lhe com toda a sinceridade.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
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Que Aretha Franklin seja considerada a melhor cantora de sempre (it's America, guys...) só poderá surpreender os duros de ouvido. Que numa lista de melhores cantores esteja Dylan já poderá ser mais controverso.

E, no entanto, porém...
The beauty of the singer's voice touches us in a place that's as personal as the place from which that voice has issued. If one of the weird things about singers is the ecstasy of surrender they inspire, another weird thing is the debunking response a singer can arouse once we've recovered our senses. It's as if they've fooled us into loving them, diddled our hard-wiring, located a vulnerability we thought we'd long ago armored over. Falling in love with a singer is like being a teenager every time it happens.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
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