terça-feira, 21 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
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A Catarina foi uma das primeiras bloggers que conheci (o conhecer tem aqui um sentido totalmente figurado...). Foi a primeira (penso que a única...) a quem pedi desculpa por um post, que a seguir apaguei (e como isso foi no século passado, já nem me lembro do post ou do motivo). Peço-lhe desculpa outra vez... para a cadeia é que não vou.
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O Câmara Corporativa é um dos melhores blogues musicais cá do burgo. Dá música com uma generosidade rara. Agora, que teve a gentileza de me distinguir com o Prémio Dardos (!), penaliza-me confessar a minha alergia a cadeias. E por falar em cadeias...
[Os Fleetwood Mac são um dos meus grupos-fetiche, por motivos que levariam muito tempo a explicar e que exigiriam uma longa série de aulas práticas. Ah... e a Stevie Nicks é uma das gajas que mais me irrita, talvez só batida pela Celine Dion. Complicado, não é?]
[Os Fleetwood Mac são um dos meus grupos-fetiche, por motivos que levariam muito tempo a explicar e que exigiriam uma longa série de aulas práticas. Ah... e a Stevie Nicks é uma das gajas que mais me irrita, talvez só batida pela Celine Dion. Complicado, não é?]
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A vida de W (3)
São 10 e meia da noite de um dia que começou, on the road, às 8 da manhã. Nas próximas duas horas, W tem para confeccionar uma refeição para dois mais uma refeição para três, tem que dobrar a roupa de duas máquinas que secou no fim-de-semana, tem que convencer dois adolescentes a deitarem-se antes dele. Talvez jante pelo meio, talvez não. Talvez oiça um pouco de música a seguir. Talvez adormeça sem dar por isso. Talvez. Nada é muito relevante. Apenas tem de se assegurar que põe o despertador para as sete e um quarto.
São 10 e meia da noite de um dia que começou, on the road, às 8 da manhã. Nas próximas duas horas, W tem para confeccionar uma refeição para dois mais uma refeição para três, tem que dobrar a roupa de duas máquinas que secou no fim-de-semana, tem que convencer dois adolescentes a deitarem-se antes dele. Talvez jante pelo meio, talvez não. Talvez oiça um pouco de música a seguir. Talvez adormeça sem dar por isso. Talvez. Nada é muito relevante. Apenas tem de se assegurar que põe o despertador para as sete e um quarto.
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Ouvi no rádio que a Câmara de Lisboa e a Estradas de Portugal vão estudar uma tromba de água que caiu sábado em Lisboa. Parece-me que não seria má ideia meter ao barulho o Instituto de Meteorologia.
domingo, 19 de outubro de 2008
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A vida de W (2)
W não se lembra do último fim-de-semana a que chamou seu. Lembrou-se disso num domingo à noite. Lembrou por lembrar, não que isso seja importante, ou que o facto de o pensar faça mudar seja o que for. Por exemplo, W nem tem a certeza de que queira um fim-de-semana seu. No fundo, do que W sente falta, falta mesmo, é da liberdade. Sabendo ele que isso não depende, em nada, dele. Porque a liberdade que ele quer depende de outras liberdades e ele nem a dele consegue determinar. No próximo fim-de-semana, W voltará a pensar que precisa de um fim-de-semana só para ele. Só, não.
W não se lembra do último fim-de-semana a que chamou seu. Lembrou-se disso num domingo à noite. Lembrou por lembrar, não que isso seja importante, ou que o facto de o pensar faça mudar seja o que for. Por exemplo, W nem tem a certeza de que queira um fim-de-semana seu. No fundo, do que W sente falta, falta mesmo, é da liberdade. Sabendo ele que isso não depende, em nada, dele. Porque a liberdade que ele quer depende de outras liberdades e ele nem a dele consegue determinar. No próximo fim-de-semana, W voltará a pensar que precisa de um fim-de-semana só para ele. Só, não.
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A vida de W (1)
W inventara para si o nome que lhe parecera mais adequado. Felizes os que têm a possibilidade de inventar o próprio nome. W não porque, como toda a gente apontava quando lhe perguntavam pelo signo, se sentisse de alguma forma bipolar. Se alguma multiplicação de personalidades havia nele, não se ficaria simplesmente pelo segundo número da ordenação. Não. W porque sempre acreditou que tudo pode sempre ser visto de outro lado. Que nada é verdadeiro. Que tudo é contingente. Acreditava, em suma, na relatividade das coisas. Fazia disso, aliás, instrumento de sobrevivência. W não se importava, por exemplo, que o tratassem por duplo vê, como fazem agora os miúdos da escola, mas ele habituara o ouvido, e respondia mais célere, quando o chamavam de dábliu. Era perfeito esse W. Múltiplo e, afinal, único. Singularmente simétrico. Ficou, então, W.
W inventara para si o nome que lhe parecera mais adequado. Felizes os que têm a possibilidade de inventar o próprio nome. W não porque, como toda a gente apontava quando lhe perguntavam pelo signo, se sentisse de alguma forma bipolar. Se alguma multiplicação de personalidades havia nele, não se ficaria simplesmente pelo segundo número da ordenação. Não. W porque sempre acreditou que tudo pode sempre ser visto de outro lado. Que nada é verdadeiro. Que tudo é contingente. Acreditava, em suma, na relatividade das coisas. Fazia disso, aliás, instrumento de sobrevivência. W não se importava, por exemplo, que o tratassem por duplo vê, como fazem agora os miúdos da escola, mas ele habituara o ouvido, e respondia mais célere, quando o chamavam de dábliu. Era perfeito esse W. Múltiplo e, afinal, único. Singularmente simétrico. Ficou, então, W.
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O Lutz, que ainda vai tendo paciência para seguir a vida íntima dos blogues, regista duas cisões curiosas. Eu próprio, que, à excepção de uma brincadeira de dois ou três meses, só consigo blogar sozinho, de vez em quando lá vou tendo as minhas cisões. Zango-me comigo próprio, faço um ganda drama, chego a amuar, juro que nunca mais, e depois... reconcilio-me. Vantagens (há mais alguma?) da solidão.
sábado, 18 de outubro de 2008
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A palhaçada vista por olhos profissionais.
[ou, digo eu, talvez fosse um bom pretexto para aquele movimento... como é que se chamava?... aquele movimento de jornalistas contra... han... como hei-de dizer?... contra a mordaça, sim a mordaça em curso... dizia eu que talvez fosse altura para esse movimento se manifestar. como se chamava mesmo? ah... MIL, pois.]
[ou, digo eu, talvez fosse um bom pretexto para aquele movimento... como é que se chamava?... aquele movimento de jornalistas contra... han... como hei-de dizer?... contra a mordaça, sim a mordaça em curso... dizia eu que talvez fosse altura para esse movimento se manifestar. como se chamava mesmo? ah... MIL, pois.]
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
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Boomp3.com
Abba, Like An Angel Passing Through My Room, 1981
Aprendi a gostar muito desta canção na versão de Elvis Costello com Anne Sophie von Otter. Quando ouvi o original, ainda gostei mais.
Abba, Like An Angel Passing Through My Room, 1981
Aprendi a gostar muito desta canção na versão de Elvis Costello com Anne Sophie von Otter. Quando ouvi o original, ainda gostei mais.
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Já uma vez ou outra confessei a minha tara por títulos... hã... como dizer?... amalucados. Olhem só para este:
Casa do Azeite considera fim do galheteiro inviolável um "retrocesso completo"
[bom, também já mais que uma vez - eu tenho lá agora paciência para ir procurar isso...- manifestei a minha estupefacção pela fobia revelada pelas autoridades portuguesas em relação aos galheteitos. parece que, finalmente, alguém vai tentar pôr cobro a essa maluqueira]
Casa do Azeite considera fim do galheteiro inviolável um "retrocesso completo"
[bom, também já mais que uma vez - eu tenho lá agora paciência para ir procurar isso...- manifestei a minha estupefacção pela fobia revelada pelas autoridades portuguesas em relação aos galheteitos. parece que, finalmente, alguém vai tentar pôr cobro a essa maluqueira]
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Hoje dei comigo a ler jornais e ver telejornais em que se abordava uma acção de formação de professores a partir das impressões pessoais de um professor do ensino secundário que tem na Net um texto intitulado: "Sejam livres, porra!". Eu acho que há aqui qualquer coisa que não bate certo. E não, não era disso que as televisões e os jornais falavam.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
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colecciono pedacinhos de canções. um verso, um riff, as cordas que se elevam, uma ponte que emociona, uma banalidade que faz todo o sentido entoada assim, cinco segundos de piano, uma respiração.
todos coleccionamos, mais que canções, pedaços de canções. e, se de alguma superioridade me posso arrogar, é de pertencer ao grupo dos que sabem que coleccionam pedaços de canções.
hoje, ao volante, uma estação de rádio banal levou-me de volta ao "my heart was going boom boom boom", de solsbury hill, no disco de estreia a solo de peter gabriel. não coloco aqui a canção porque há coisas que só se partilham com iniciados.
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roland barthes definia o punctum como o pormenor que, na fotografia, independentemente do seu significado ou representação global, nos atrai a atenção, estabelecendo a ligação afectiva.
é disso que falo quando falo dos pedaços de canções. punctum.
todos coleccionamos, mais que canções, pedaços de canções. e, se de alguma superioridade me posso arrogar, é de pertencer ao grupo dos que sabem que coleccionam pedaços de canções.
hoje, ao volante, uma estação de rádio banal levou-me de volta ao "my heart was going boom boom boom", de solsbury hill, no disco de estreia a solo de peter gabriel. não coloco aqui a canção porque há coisas que só se partilham com iniciados.
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roland barthes definia o punctum como o pormenor que, na fotografia, independentemente do seu significado ou representação global, nos atrai a atenção, estabelecendo a ligação afectiva.
é disso que falo quando falo dos pedaços de canções. punctum.
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Se não gosto de Heidegger, portanto, é por duas coisas que se tornam aqui manifestas:
a) pelo modo como foge à alegria (o que talvez se compreenda quando vemos os fatos que veste e a matrona que traz ao lado);
b) pelo adjectivo "vigorosa" ("gerüstet") com que enverga uma espécie de farda militar para falar da "alegria".
Deveremos ficar indiferentes a coisas como estas?
Eduardo Prado Coelho, Tudo O Que Não Escrevi, Asa
a) pelo modo como foge à alegria (o que talvez se compreenda quando vemos os fatos que veste e a matrona que traz ao lado);
b) pelo adjectivo "vigorosa" ("gerüstet") com que enverga uma espécie de farda militar para falar da "alegria".
Deveremos ficar indiferentes a coisas como estas?
Eduardo Prado Coelho, Tudo O Que Não Escrevi, Asa
terça-feira, 14 de outubro de 2008
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percorro as listas do telemóvel. as chamadas feitas, as chamadas recebidas. as mensagens que foram, as que chegaram. está ali toda a minha vida. ou melhor, a minha vida resume-se a... e nem é disso que falo. isso até ajuda a sobreviver.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
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Ouço um pouco por todo o lado os apelos à sensatez. Que devemos confiar no sistema bancário, que os estados nos dão garantias, que o melhor é deixar as poupanças onde estão... Mas como posso eu ficar tranquilo quando o meu banco decide patrocionar a digressão nacional do Tony Carreira?
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