quarta-feira, 15 de outubro de 2008
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Evidentemente, os poderosos não aceitam “pressões ilegítimas”. Atendem os telefonemas que querem e resolvem-nos como entendem.
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Se não gosto de Heidegger, portanto, é por duas coisas que se tornam aqui manifestas:
a) pelo modo como foge à alegria (o que talvez se compreenda quando vemos os fatos que veste e a matrona que traz ao lado);
b) pelo adjectivo "vigorosa" ("gerüstet") com que enverga uma espécie de farda militar para falar da "alegria".
Deveremos ficar indiferentes a coisas como estas?
Eduardo Prado Coelho, Tudo O Que Não Escrevi, Asa
a) pelo modo como foge à alegria (o que talvez se compreenda quando vemos os fatos que veste e a matrona que traz ao lado);
b) pelo adjectivo "vigorosa" ("gerüstet") com que enverga uma espécie de farda militar para falar da "alegria".
Deveremos ficar indiferentes a coisas como estas?
Eduardo Prado Coelho, Tudo O Que Não Escrevi, Asa
terça-feira, 14 de outubro de 2008
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percorro as listas do telemóvel. as chamadas feitas, as chamadas recebidas. as mensagens que foram, as que chegaram. está ali toda a minha vida. ou melhor, a minha vida resume-se a... e nem é disso que falo. isso até ajuda a sobreviver.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
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Ouço um pouco por todo o lado os apelos à sensatez. Que devemos confiar no sistema bancário, que os estados nos dão garantias, que o melhor é deixar as poupanças onde estão... Mas como posso eu ficar tranquilo quando o meu banco decide patrocionar a digressão nacional do Tony Carreira?
sábado, 11 de outubro de 2008
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O arquitecto Saraiva (e aqui quero agradecer aos editores do Sol pelo cuidado que sempre têm na elaboração dos destaques, o que me dispensa de ler os artigos...) deu-me o mote para reflexão nos próximos meses: Alguém deixou de dormir a sesta por ter tomado café depois do almoço? Por que será diferente depois do jantar? Já tenho, pois, tema de reflexão, pelo menos, até ao Natal. Isto, é claro, se o puto da JS e o deputado Alegre não acharem que lhes estou a violar a consciência de meus eleitos.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
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wishing list
[36 Hours: New York City]

[afinal, ilha por ilha, antes esta. além do mais, parece que a islândia nem sequer vai falir...]
[36 Hours: New York City]
[afinal, ilha por ilha, antes esta. além do mais, parece que a islândia nem sequer vai falir...]
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Adenda. Das votações realizadas hoje na Assembleia da República acerca dos casamentos entre homossexuais, apenas me interessa reter este dado:
O Bloco de Esquerda absteve-se no projecto dos Verdes, que fizeram o mesmo relativamente ao do BE. Isto diz tudo.
O Bloco de Esquerda absteve-se no projecto dos Verdes, que fizeram o mesmo relativamente ao do BE. Isto diz tudo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
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Teach Your Children
Crosby, Stills, Nash & Young
You who are on the road
Must have a code that you can live by
And so become yourself
Because the past is just a good-bye
/ C - F - / C - G - / :
Teach your children well
Their father's hell did slowly go by
And feed them on your dreams
The one they pick's the one you'll know by
Don't you ever ask them why
If they told you, you would cry
So just look at them and sigh
And know they love you
/ C - F - / C - / Am - F G / C - F G /
And you of tender years
[Can you hear and do you care and
Can't know the fears
[Can you see we
That your elders grew
[by Must be free to
And so please help
[Teach the children
Them with your youth
[To believe and
They seek the truth
[Make a world that
Before they can die
[We can live in
Teach your parents well
Their children's hell will slowly go by
And feed them on your dreams
The one they pick's the one you'll know by
Don't you ever ask them why
If they told you, you would cry
So just look at them and sigh
And know they love you.
Boomp3.com
Crosby, Stills, Nash & Young
You who are on the road
Must have a code that you can live by
And so become yourself
Because the past is just a good-bye
/ C - F - / C - G - / :
Teach your children well
Their father's hell did slowly go by
And feed them on your dreams
The one they pick's the one you'll know by
Don't you ever ask them why
If they told you, you would cry
So just look at them and sigh
And know they love you
/ C - F - / C - / Am - F G / C - F G /
And you of tender years
[Can you hear and do you care and
Can't know the fears
[Can you see we
That your elders grew
[by Must be free to
And so please help
[Teach the children
Them with your youth
[To believe and
They seek the truth
[Make a world that
Before they can die
[We can live in
Teach your parents well
Their children's hell will slowly go by
And feed them on your dreams
The one they pick's the one you'll know by
Don't you ever ask them why
If they told you, you would cry
So just look at them and sigh
And know they love you.
Boomp3.com
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Sobre o casamento entre homossexuais
1. Todos poderemos, ou não, ter opinião. É bom que os partidos políticos a tenham, na medida em que, tratando-se de uma matéria que, no plano individual, é da esfera íntima de cada um, no plano colectivo, depende da regulação do Estado.
2. Independentemente do que pensa o PS sobre o assunto (programa eleitoral, programa de Governo, etc...) parece-me evidente que os socialistas não devem apoiar as iniciativas legislativas do BE e dos Verdes que em breve serão votadas.
3. Estamos a falar de política. O BE e os Verdes, juntos, representam a mais infíma da parcela dos eleitores portugueses (na verdade, os Verdes não representam coisa nenhuma, na medida em que nunca se submeteram a eleições enquanto partido).
4. A iniciativa do Bloco de Esquerda foi entregue no Parlamento em Fevereiro de 2006. E só agora, quase três anos depois (!), foi agendada para debate e votação. A um ano de eleições. Quando dizem que o PS já está em campanha eleitoral...
5. O PS representa mais de 50 por cento dos eleitores portugueses e não pode, nem deve, ficar preso da agenda de um grupo minoritário. Ainda para mais quando essa agenda tem um carácter claramente chantagista.
6. Quer isto dizer que o PS deve rejeitar toda e qualquer proposta apresentada, por exemplo, pelos Verdes e pelo Bloco? Sim, claramente. A irresponsabilidade política demonstrada pelos partidos à esquerda do PS, nomeadamente nas questões sociais e económicas, sempre que o PS está no poder, não consente qualquer ponto de entendimento.
7. Nada do que por aí se debate, evidentemente, tem a ver com a questão de fundo - o casamento entre homossexuais - mas antes com a capacidade de dominar a agenda, ganhar influência política, condicionar o adversário.
1. Todos poderemos, ou não, ter opinião. É bom que os partidos políticos a tenham, na medida em que, tratando-se de uma matéria que, no plano individual, é da esfera íntima de cada um, no plano colectivo, depende da regulação do Estado.
2. Independentemente do que pensa o PS sobre o assunto (programa eleitoral, programa de Governo, etc...) parece-me evidente que os socialistas não devem apoiar as iniciativas legislativas do BE e dos Verdes que em breve serão votadas.
3. Estamos a falar de política. O BE e os Verdes, juntos, representam a mais infíma da parcela dos eleitores portugueses (na verdade, os Verdes não representam coisa nenhuma, na medida em que nunca se submeteram a eleições enquanto partido).
4. A iniciativa do Bloco de Esquerda foi entregue no Parlamento em Fevereiro de 2006. E só agora, quase três anos depois (!), foi agendada para debate e votação. A um ano de eleições. Quando dizem que o PS já está em campanha eleitoral...
5. O PS representa mais de 50 por cento dos eleitores portugueses e não pode, nem deve, ficar preso da agenda de um grupo minoritário. Ainda para mais quando essa agenda tem um carácter claramente chantagista.
6. Quer isto dizer que o PS deve rejeitar toda e qualquer proposta apresentada, por exemplo, pelos Verdes e pelo Bloco? Sim, claramente. A irresponsabilidade política demonstrada pelos partidos à esquerda do PS, nomeadamente nas questões sociais e económicas, sempre que o PS está no poder, não consente qualquer ponto de entendimento.
7. Nada do que por aí se debate, evidentemente, tem a ver com a questão de fundo - o casamento entre homossexuais - mas antes com a capacidade de dominar a agenda, ganhar influência política, condicionar o adversário.
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notas sobre a crise
há jornais e televisões que, em editorial ou comentário editorializado, criticam governos e bancos pela situação de crise a que chegámos. mas continuam a aceitar e publicar anúncios de bancos ao crédito fácil.
há jornais e televisões que ouvem economistas e gestores para nos darem conselhos sobre a melhor maneira de lidar com a crise. esquecendo que esses economistas (a maioria deles funcionários ou consultores de grandes bancos...) e gestores foram os mesmos que nos conduziram à situação em que nos encontramos.
há comentadores, políticos e economistas que atiram pedras a governos e organizações internacionais por nada terem previsto sobre a crise, quando eles próprios, nos últimos seis meses, nada previram sobre a gravidade da crise a que haveríamos de chegar.
há jornais e televisões que, em editorial ou comentário editorializado, criticam governos e bancos pela situação de crise a que chegámos. mas continuam a aceitar e publicar anúncios de bancos ao crédito fácil.
há jornais e televisões que ouvem economistas e gestores para nos darem conselhos sobre a melhor maneira de lidar com a crise. esquecendo que esses economistas (a maioria deles funcionários ou consultores de grandes bancos...) e gestores foram os mesmos que nos conduziram à situação em que nos encontramos.
há comentadores, políticos e economistas que atiram pedras a governos e organizações internacionais por nada terem previsto sobre a crise, quando eles próprios, nos últimos seis meses, nada previram sobre a gravidade da crise a que haveríamos de chegar.
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A campanha negativa, como é hábito, marca os últimos dias da campanha eleitoral americana. Para a recta final, McCain, talvez pela voz da fantástica Mrs. Palin, tem um trunfo arrasador contra Obama: "He's a fuckin' nigger... don't you see!?"
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
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Apenas uma precisão. Nas últimas eleições legislativas, votei num partido. É com ele, no seu todo, o meu contrato. Não me lembro de ter escolhido um definido ou incerto deputado. Muito menos me lembro de ter passado, seja a quem for, carta branca para ter liberdade de consciência na hora de me representar. A política não é um retiro espiritual.
domingo, 5 de outubro de 2008
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