quinta-feira, 18 de setembro de 2008

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aliás, bem vistas as coisas, fui eu que te inventei...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

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ainda os títulos. Museu de Farmácia adquire preservativo do Marquês de Sade. Está agora no Expresso online.

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Boomp3.com

BB King, Tomorrow Night, 2008

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uma das minhas tarefas matinais (e não só...) é ler notícias (na verdade, ler é um manifesto exagero).
divertem-me especialmente os títulos. as suas potencialidades. por exemplo, hoje de manhã, só no espaço de duas horas, a agência lusa emitiu estes dois títulos:

Primeira enoteca interactiva da Península Ibérica instalada em Favaios.

Marco António Costa à procura de 3000 mulheres para cumprir quotas nas eleições de 2009.

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problema complicado para o debate em portugal é o da exiguidade de tudo isto, opinadores incluídos.
o fim de agosto e princípio de setembro foram dominados pelas questões relacionadas como a criminalidade e com a abertura do ano escolar. um exercício interessante seria pegar em cinco nomes sonantes de cada uma dessas áreas e reconstituir-lhes a agenda mediática.
por mim, não preciso de esperar pelos resultados desse estudo - estou literalmente farto de uma data de gente, que me aparece todos os dias em todo o lado. alguns até poderão ser interessantes e estimulantes - a maioria não o é - mas, mergulhados no caldeirão permanente da opinião, já pouca importância lhes damos. fica tudo reduzido a tábua rasa.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

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comprei um quilo de pink lady para trincar nas horas vagas.
linda por fora. doce e ácida por dentro. que outra coisa seria de esperar?

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também já não leio "análises políticas" como lia outrora. adaptei-me aos tempos (à minha falta de..., e aos tempos eles mesmo) e agora só faço surf (antes, lia em diagonal, mas, lá está!, adapto-me aos tempos...). até porque, sinceramente, muito pouco mudou nesta área. embora haja actores/opinadores novos - salvo raríssimas excepções, sabemos de antemão o que vamos ler. por vezes, a expectativa reside em assistir à cambalhota que conduz à conclusão, noutros casos, tudo reside em apreciar o exercício de estilo. falta-me o tempo, insisto, e a paciência.
mas, do pouco que vou observando, retiro três aspectos essenciais:
1. tudo continua a basear-se em paradigmas próximos. ou seja, a maioria da análise política parte do princípio de que tudo se repete. basta ter acompanhado as últimas duas décadas da política portuguesa para perceber que isso não é assim. bem pelo contrário.
2. a grande maioria dos chamados analistas, por preguiça, limitação intelectual, ou porque baseiam toda a sua fé no primeiro princípio, nem sequer se dá ao trabalho de tentar perceber as nuances e mesmo as grandes diferenças. ou seja, a maioria parece desconhecer o modus operandi, os objectivos e os próprios traços de personalidade dos actores políticos que "analisam".
3. os media, nisto como no resto, colocam o dissonante no centro do palco, numa total inversão da realidade. resultado: quanto mais amalucada for a "análise" mais hipótese tem de ser ampliada.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

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Não concordo prái com 90 por cento do que este fulano escreve neste post. No entanto, acho que sou de esquerda (sinceramente, nunca fiz as análises receitadas pela dra. Arlete...) e normalmente gosto deste gajo (talvez porque não o conheça pessoalmente...). Eis pois uma das minhas quadraturas do círculo.

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Boomp3.com

The Walkmen, I Lost You, 2008

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volto constantemente aos lugares onde fui feliz: http://www.myspace.com/thewalkmen

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houve um tempo em que recebi dinheiro para, entre coisas, opinar publicamente sobre política (ele há maneiras de ganhar a vida...).
felizmente, estou desobrigado de tal tarefa nos dias que correm - mais uma vez, sopram ventos de loucura. liga-se a televisão, ouve-se a rádio, abre-se um jornal... e é a esquizofrenia instalada. tempos em que todo o bom senso é castigado.

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informação quase utópica. a partir de 22 do 9, o lidl tem uma promoção de material para montanhismo e afins.

domingo, 14 de setembro de 2008

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Apontamento culinário. O tomate exige sal grosso, a alface contenta-se com o fino.

sábado, 13 de setembro de 2008

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diz lá... isto lembra-te algo, não é? lindo, pois!

Boomp3.com

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Machado de Assis parece estar a suscitar grande interesse na América. Está na altura de lhe enviar mais um bilhetinho de agradecimento!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

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madonna em palco de pernas escancaradas... madonna a dedicar "like a virgin" ao papa...
acho que, para surpresa minha, vi madonna na altura certa. há quatro anos, no pavilhão atlântico. de então para cá, lançou dois discos que não me interessaram. e saiu a megabiografia mais ou menos autorizada de lucy o'brien.
gostei de madonna, a uma certa altura. pela música. e pela imagem. por um certo conceito inovador-desafiante-progressivo.
deixei de gostar porque me cansei. da música. da atitude. da repetição.
a leitura da biografia ajudou um bocadinho. madonna, já o sabia, é uma construção. uma ficção. isso já o sabia. mas... perceber os pormenores, os mecanismos...
aos 50, esperava uma madonna reinventada, não uma madonna recauchutada.
o que me cansa mais em madonna é a condição de símbolo. nada do que ela hoje representa me diz seja o que for. acho que, olhando em retrospectiva, talvez nunca me tenha dito.
estamos ambos mais velhos, é verdade. talvez mais sábios. talvez seja isso.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

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tempos houve em que setembro era um mês mágico. o verão que se escoava devagar, as primeiras chuvas, uma doce e tranquila melancolia. hoje, temos tudo isso, quase de borla, todos os meses do ano, em pó para dissolver. o sol de verão, as tardes de pôr-de-sol, a melancolia e o seu contrário.
agora, setembro é apenas o regresso do trânsito caótico. ah, e de começar a fazer compras para os dias de inverno que se aproximam. foi o que fiz hoje.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

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o facto mediático da rentrée é, sem margem para dúvida, o novo penteado de Nuno Rogeiro.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

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another song about girls and roads



Goldfrapp, Caravan Girl (2008)

domingo, 7 de setembro de 2008

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Encontrei a referência à saddest song of pop em alguns textos sobre a reedição (2008) de Pacific Ocean Blue (1976) de Dennis Wilson (1944-83).

Boomp3.com

The sunshine blinded me this morning love
Like the sunshine love comes and goes again
I love you I love you
The sea air its flowing through my room again
Like the thoughts of you fill my heart with joy again

I'm sorry
I miss you

All things that live one day must die you know
Even love and the things we hold close
Look at love look at love look at love
Look what weve done

Loneliness is a very special place
To forget is something that I've never done
Silently silently you touch my face

sábado, 6 de setembro de 2008

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22 de Setembro

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olá... não te esqueças de dar comida à gatinha...

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

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Tempos houve em que a tua vida era um puzzle. Um quebra-cabeças, na aparência. Mas, lá no fundo, tu sabias que tudo encaixava. E seguias o caminho com segurança. Podias começar ou prosseguir por onde quisesses, sabias que, no final, tudo bateria certo. Sabias, também, que quando tudo estivesse completo tudo acabava. Por isso, saboreavas o momento em que colocavas as peças. Umas vezes, lentamente. Outras, com avidez.
Um dia oferecem-te a tua primeira caixa de Lego e tu deliras. A vida, agora, é de geometria variável. Tu podes seguir as instruções e sabes onde vais dar. Mas podes voltar atrás, refazer, atalhar caminho. Fazer tudo diferente. Chegas a ter a ilusão da liberdade. De que com aquelas peças és todo-poderoso.
A angústia, a verdadeira angústia, chega no dia em que percebes que talvez devesses fazer uma escolha. É claro que podes sempre deixar o puzzle a meio e brincar um bocadinho aos legos. Ou o contrário. Mas suspeitas, e talvez tenhas razão, ou talvez não, e isso é que é tramado, que talvez devesses escolher. Não é?

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e o que eu gosto disto?



The Traveling Wilburys, Handle With Care, 1988

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Há uma foto de Nobuyoshi Araki que me interessa particularmente e que não encontro na Internet. Alguém me ajuda?

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A Livraria Buchholz parece que vai fechar. Pela enésima vez, parece que. Por proximidade meramente casual, fui em tempos visita um tanto assídua. Há muito que lá não entro. Não tenho saudades.