segunda-feira, 15 de setembro de 2008

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houve um tempo em que recebi dinheiro para, entre coisas, opinar publicamente sobre política (ele há maneiras de ganhar a vida...).
felizmente, estou desobrigado de tal tarefa nos dias que correm - mais uma vez, sopram ventos de loucura. liga-se a televisão, ouve-se a rádio, abre-se um jornal... e é a esquizofrenia instalada. tempos em que todo o bom senso é castigado.

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informação quase utópica. a partir de 22 do 9, o lidl tem uma promoção de material para montanhismo e afins.

domingo, 14 de setembro de 2008

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Apontamento culinário. O tomate exige sal grosso, a alface contenta-se com o fino.

sábado, 13 de setembro de 2008

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diz lá... isto lembra-te algo, não é? lindo, pois!

Boomp3.com

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Machado de Assis parece estar a suscitar grande interesse na América. Está na altura de lhe enviar mais um bilhetinho de agradecimento!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

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madonna em palco de pernas escancaradas... madonna a dedicar "like a virgin" ao papa...
acho que, para surpresa minha, vi madonna na altura certa. há quatro anos, no pavilhão atlântico. de então para cá, lançou dois discos que não me interessaram. e saiu a megabiografia mais ou menos autorizada de lucy o'brien.
gostei de madonna, a uma certa altura. pela música. e pela imagem. por um certo conceito inovador-desafiante-progressivo.
deixei de gostar porque me cansei. da música. da atitude. da repetição.
a leitura da biografia ajudou um bocadinho. madonna, já o sabia, é uma construção. uma ficção. isso já o sabia. mas... perceber os pormenores, os mecanismos...
aos 50, esperava uma madonna reinventada, não uma madonna recauchutada.
o que me cansa mais em madonna é a condição de símbolo. nada do que ela hoje representa me diz seja o que for. acho que, olhando em retrospectiva, talvez nunca me tenha dito.
estamos ambos mais velhos, é verdade. talvez mais sábios. talvez seja isso.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

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tempos houve em que setembro era um mês mágico. o verão que se escoava devagar, as primeiras chuvas, uma doce e tranquila melancolia. hoje, temos tudo isso, quase de borla, todos os meses do ano, em pó para dissolver. o sol de verão, as tardes de pôr-de-sol, a melancolia e o seu contrário.
agora, setembro é apenas o regresso do trânsito caótico. ah, e de começar a fazer compras para os dias de inverno que se aproximam. foi o que fiz hoje.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

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o facto mediático da rentrée é, sem margem para dúvida, o novo penteado de Nuno Rogeiro.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

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another song about girls and roads



Goldfrapp, Caravan Girl (2008)

domingo, 7 de setembro de 2008

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Encontrei a referência à saddest song of pop em alguns textos sobre a reedição (2008) de Pacific Ocean Blue (1976) de Dennis Wilson (1944-83).

Boomp3.com

The sunshine blinded me this morning love
Like the sunshine love comes and goes again
I love you I love you
The sea air its flowing through my room again
Like the thoughts of you fill my heart with joy again

I'm sorry
I miss you

All things that live one day must die you know
Even love and the things we hold close
Look at love look at love look at love
Look what weve done

Loneliness is a very special place
To forget is something that I've never done
Silently silently you touch my face

sábado, 6 de setembro de 2008

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22 de Setembro

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olá... não te esqueças de dar comida à gatinha...

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

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Tempos houve em que a tua vida era um puzzle. Um quebra-cabeças, na aparência. Mas, lá no fundo, tu sabias que tudo encaixava. E seguias o caminho com segurança. Podias começar ou prosseguir por onde quisesses, sabias que, no final, tudo bateria certo. Sabias, também, que quando tudo estivesse completo tudo acabava. Por isso, saboreavas o momento em que colocavas as peças. Umas vezes, lentamente. Outras, com avidez.
Um dia oferecem-te a tua primeira caixa de Lego e tu deliras. A vida, agora, é de geometria variável. Tu podes seguir as instruções e sabes onde vais dar. Mas podes voltar atrás, refazer, atalhar caminho. Fazer tudo diferente. Chegas a ter a ilusão da liberdade. De que com aquelas peças és todo-poderoso.
A angústia, a verdadeira angústia, chega no dia em que percebes que talvez devesses fazer uma escolha. É claro que podes sempre deixar o puzzle a meio e brincar um bocadinho aos legos. Ou o contrário. Mas suspeitas, e talvez tenhas razão, ou talvez não, e isso é que é tramado, que talvez devesses escolher. Não é?

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e o que eu gosto disto?



The Traveling Wilburys, Handle With Care, 1988

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Há uma foto de Nobuyoshi Araki que me interessa particularmente e que não encontro na Internet. Alguém me ajuda?

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A Livraria Buchholz parece que vai fechar. Pela enésima vez, parece que. Por proximidade meramente casual, fui em tempos visita um tanto assídua. Há muito que lá não entro. Não tenho saudades.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

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A Intimissimi, distinta marca, encheu as nossas cidades de uma publicidade... como diria?... eh... cortante.



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Aquele senhor que comanda os sindicatos dos professores esteve uma hora na SIC-N. Não sei se as luzes do estúdio têm efeito anestesiante, mas pareceu-me que estava hoje com menos graça...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

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Agora, vou cozinhar umas coxas de frango com azeite, alho e tomate para o almoço dos miúdos amanhã. Hesito entre o esparguete e uns lacinhos engraçados que descobri há dias, mas que teimam em manifestar-se rebeldes com o garfo e mesmo a colher...

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A memória tem mecanismos insondáveis. Até a dos computadores. Hoje à tarde, o meu portátil ficou uns dez minutos à procura da rede wi-fi do aqua pura.

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Naquela curva em que Lisboa se perde no mar.


















Há umas horas, uma amiga mandou-me por mms o pôr-do-sol dela.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

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Neil Young, A Day In The Life
Madrid, Junho de 2008 [em Lisboa foi melhor, claro]

oops... apagaram o de Madrid. We'll always have Dublin...

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O mundo está cheio de gente estranha. Um grupo de editores do New York Times decidiu criar um blogue para nos dar conta das leituras que vão fazendo. Uma explosão de ideias, portanto.

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Deu hoje nas notícias que há 40 mil professores no desemprego. Contas por alto, vamos ter de importar umas dezenas de milhar de alunos.

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Do Verão de 2008, guardarei na memória as sucessivas conferências de imprensa dos vários sectores do turismo, anunciando encerramentos e despedimentos. A crise, meus amigos, quando chega é mesmo assim. Esta triste realidade havia já começado, na Primavera, com uma inusitada vaga de encerramento de agências de viagens. A crise, sempre a crise. E, claro, a coisa teve mesmo repercussões internacionais. No fim de Agosto, quando por lá passou um furacão, havia cerca de mil portugueses em Cancun. Coitados... fugiram ao tempo agreste que por cá costuma fazer em Agosto e procuraram paisagens mais amenas. E sai-lhes logo um furacão... 'Tá bem que estamos em crise, mas isto já me parece exagero.

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A revitalização da Baixa de Lisboa deve ser, antes de mais, uma tarefa dos privados. É óbvio que o Estado pode dar incentivos - mas nem estou a pensar em subsídios, antes pelo contrário, o Estado deve é criar dificuldades ao abandono. E talvez alguns incentivos fiscais ou de desburocratização.
Mas há outras coisas em que o Estado (no caso, a autarquia) pode dar uma ajuda. A Fernanda Câncio, com mais paciência que eu, dá alguns exemplos.